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Cerca de 7 mil estudantes receberão ação de arte e cultura nas escolas do RN

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Cerca de 7 mil estudantes do Rio Grande do Norte terão acesso a atividades de música, dança, teatro, literatura e outras linguagens artísticas nas salas de aula. A iniciativa foi lançada na segunda-feira (22), em Natal, no Complexo Cultural Rampa, durante solenidade da Ação Intersetorial Arte e Cultura na Educação em Tempo Integral, realizada por meio de uma articulação federativa entre o Ministério da Cultura (MinC), o Ministério da Educação (MEC) e o Governo do Rio Grande do Norte.

O programa vai promover oficinas e vivências artístico-culturais para estudantes da rede pública estadual. No Rio Grande do Norte, a iniciativa contemplará 32 escolas, sendo 16 de ensino médio e 16 de ensino fundamental. Além dos estudantes impactados diretamente, o público indireto inclui 320 educadores, 32 agentes culturais, 64 mestres da cultura popular, 70 artistas e suas respectivas comunidades.

“O projeto Arte e Cultura da Educação Integral tem um papel fundamental, pois, por meio da dança, da música, do teatro, da literatura, nós, jovens, conseguimos expressar nossas emoções”, pontuou o aluno Cauan Vitor, da Escola Alfredo Mesquita Filho.

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, destacou o papel da escola na formação cidadã e na valorização da diversidade.

“A escola não é só para ensinar Português e Matemática. A escola não é só para ensinar que dois mais dois são quatro. A escola é para falar da vida, do passado, do presente e para a gente projetar o futuro. A escola é para falar das comunidades indígenas, das comunidades quilombolas, da diversidade, das pessoas com deficiência e das pessoas que têm o direito de ser feliz”, afirmou a governadora.

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O secretário de Formação Artística e Cultural, Livro e Leitura do MinC, Fabiano Piúba, ressaltou a integração entre arte, cultura e educação.

“A arte e a educação são frutos da mesma árvore sagrada, que estão em nossas vidas. Foi Ailton Krenak, uma grande liderança, cientista e filósofo brasileiro, quem disse que é uma constelação de gente que ainda é capaz de cantar, de dançar, de contar histórias e de fazer chover, que vai a cada mundo e constrói sociedade mais justa, solidária e sustentável. Viva a arte, a cultura encantada juntas na educação”, explicou o secretário.

O diretor de Educação e Formação Artística da Secretaria de Formação Artística e Cultural, Livro e Leitura, Rafael Maximiniano, reforçou que cultura e educação caminham de forma integrada.

“Cultura e educação não são coisas dissociadas na vida real, no dia a dia. Isso não dá para conter ao mesmo tempo”, apontou.

A secretária de Estado da Cultura do Rio Grande do Norte, Mary Land Brito, destacou o caráter conjunto da iniciativa.

“Uma ação conjunta entre Governo, MinC e MEC, com um projeto chamado Arte e Cultura nas escolas de educação, onde 32 escolas, que a gente vai mostrar aqui a lista das escolas de ensino integral, serão beneficiadas”, ressaltou.

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A secretária de Estado da Educação, do Esporte e do Lazer do Rio Grande do Norte (SEEC/RN), Maria do Socorro Batista, também participou da solenidade.

“E, com determinação da governadora, vai implementar, vai se desenvolver esse projeto, mas não tem tempo nenhum. Então, eu quero agradecer”, finalizou.

Ação no RN

  • Número de estudantes impactados: cerca de 7 mil estudantes
  • Público indireto impactado: 320 educadores, 32 agentes culturais, 64 mestres da cultura popular, 70 artistas e suas respectivas comunidades
  • Número de escolas contempladas: 32 escolas, sendo 16 de ensino médio e 16 de ensino fundamental

Linhas de ação

  • História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena;
  • Aprendizado com mestres e mestras das culturas populares e tradicionais;
  • Promoção da leitura, da escrita criativa e da literatura no ambiente escolar;
  • Audiovisual e cinema;
  • Cultura do Acesso e Direitos Culturais das Pessoas com Deficiência.

Fonte: Ministério da Cultura

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MDS e MJSP firmam acordo para integrar Centros Pop à Rede Cais com investimento anual de R$ 50 milhões

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Integrar estratégias de redução de riscos e danos para cidadãos em extrema vulnerabilidade. Com esse intuito, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) firmou um acordo de cooperação técnica e financeira com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) para fortalecer a rede de serviços do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

A iniciativa prevê o investimento anual de R$ 50 milhões e viabilizará a integração de 263 Centros de Referência Especializados para População em Situação de Rua (Centros-Pop) à Rede Centros de Acesso a Direitos e Inclusão Social (Cais). O acordo foi assinado nesta segunda-feira (22.06), em Brasília, durante solenidade para marcar o início da Semana Nacional de Políticas sobre Drogas.

Os recursos devem ser transferidos do Fundo Nacional Antidrogas (Funad), gerido pelo MJSP, diretamente para o Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS). Na modalidade fundo a fundo, o repasse aos entes federados (estados, municípios e Distrito Federal) deve ocorrer de forma ágil e desburocratizada, garantindo a aplicação imediata na qualificação do atendimento socioassistencial e no suporte técnico adequado às equipes locais.

O titular do MDS, ministro Wellington Dias, destacou que a medida é fruto de um diagnóstico minucioso realizado em parceria com instituições de ensino superior e visitas técnicas a unidades de acolhimento. “A partir desse diagnóstico, fizemos com a nossa equipe uma série de avaliações em nossa rede e passamos a atuar junto com as universidades do Brasil, inspecionando as unidades de acolhimento que trabalham nessa área. O nosso objetivo é garantir a aplicação de protocolos que tragam plenas condições de segurança tanto para os profissionais que atuam na ponta quanto para os usuários que recebem os benefícios”, explicou.

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Wellington Dias também celebrou os indicadores positivos alcançados pela pasta e a união de esforços federais. “Quero destacar os avanços que tivemos. Levantamentos recentes demonstram o incremento dos benefícios humanos e o aumento da sensação de acolhimento dos atendidos, o que comprova a relevância e o impacto positivo dessas ações. Com esse trabalho conjunto, unindo recursos do MDS e do Ministério da Justiça, estamos fortalecendo os pontos de atenção voltados à população em situação de rua, criando uma rede de proteção robusta e eficiente”, ressaltou o ministro.

A articulação interministerial também foi defendida pelo ministro do MJSP, Wellington César, que apontou o acordo como um pilar essencial para a modernização das diretrizes de segurança pública no país. “Estamos estruturando uma política pública baseada em uma compreensão integrada, sistêmica e contemporânea da segurança pública. Trata-se de um exame que supera falsos dilemas e reconhece que o combate ao crime organizado e a prevenção da violência são faces indissociáveis de uma mesma estratégia nacional”, afirmou.

Segundo o titular do MJSP, as ações preventivas e o acolhimento social reduzem o espaço de atuação das organizações criminosas. “A segurança pública exige inteligência, investigação robusta, operação federativa, fortalecimento institucional e a firme capacidade de nos articularmos para desarticular as organizações criminosas que desafiam o Estado brasileiro”, complementou Wellington César.

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Também no evento, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, ressaltou o impacto macroeconômico e social de se investir na recuperação e reinserção de indivíduos vulneráveis antes que sejam capturados pelo sistema prisional. “Um dos itens fundamentais do plano de segurança pública do governo que está sendo lançado é, precisamente, o controle dos presídios, de onde muitas vezes o crime organizado comanda atividades que vitimizam as comunidades”, contextualizou Barroso.

O ministro alertou para a ineficácia do encarceramento em massa de pequenos delitos e defendeu o tratamento da dependência química sob a ótica da saúde pública. “O encarceramento hipertrofiado e desnecessário de réus primários acaba realimentando a criminalidade em vez de pacificar a sociedade. Devemos focar em quem realmente comanda o crime. Ações como esta retomam o grande propósito de uma política de drogas humanizada, voltada à saúde física, evitando o tratamento puramente penal e cuidando das pessoas que sofrem com esses transtornos”, ponderou Barroso. 

Assessoria de Comunicação – MDS

Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome

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