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Exposição de Portinari na China reforça cooperação cultural entre Brasil e China
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As cores, os trabalhadores, as paisagens e os personagens que ajudaram a construir a identidade visual do Brasil ganharam, nesta terça-feira (9), um dos palcos culturais mais importantes do mundo. O secretário-executivo do Ministério da Cultura (MinC), Márcio Tavares, participou, em Pequim, da abertura da exposição O Brasil de Portinari, realizada no Museu Nacional da China, uma das instituições museais mais visitadas do planeta. A cerimônia contou ainda com a presença da presidenta do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Fernanda Castro, do embaixador do Brasil na China, Marcos Galvão, e do diretor do Museu Nacional da China, Luo Wenli.
Viabilizada por meio da Lei Rouanet, a mostra reúne cerca de 50 obras originais de Candido Portinari e marca a primeira grande exposição do artista brasileiro na Ásia. A iniciativa integra a programação do Ano Cultural Brasil-China 2026 e permanecerá aberta ao público até 10 de outubro.
A abertura reuniu representantes de instituições culturais brasileiras e chinesas e marcou mais um capítulo da cooperação entre os dois países no âmbito do Ano Cultural Brasil-China 2026, iniciativa que busca ampliar os intercâmbios culturais e fortalecer os laços entre as duas nações.
Durante a solenidade, Márcio Tavares destacou o papel da cultura como instrumento de aproximação entre os povos e ressaltou os valores compartilhados entre Brasil e China presentes na obra do artista.
“Hoje, ao inaugurarmos a exposição O Brasil de Portinari neste magnífico Museu Nacional da China, não estamos apenas abrindo as portas para uma mostra de arte. Estamos celebrando o encontro de duas identidades nacionais que, apesar da distância geográfica, partilham valores fundamentais sobre o que significa ser humano”, afirmou.
Segundo o secretário-executivo, a exposição simboliza um momento importante da relação entre os dois países.“Estamos em pleno Ano Cultural Brasil-China, uma iniciativa que celebra não apenas meio século de relações diplomáticas, mas o desejo genuíno de que nossos povos se celebrem para além das trocas comerciais. E quem melhor para celebrar nossa cultura senão Candido Portinari?”, ressaltou.
Ao abordar a trajetória do artista, Márcio lembrou que Portinari transformou a realidade brasileira em uma linguagem universal capaz de dialogar com diferentes culturas.“Assim como a arte tradicional chinesa valoriza profundamente a harmonia entre o homem e a natureza, e a dignidade do trabalho que sustenta a vida, Portinari dedicou sua genialidade a retratar o trabalhador. Quando vocês observarem suas obras verão uma declaração de profundo respeito”, destacou.
A exposição é resultado de mais de quatro décadas de trabalho do Projeto Portinari, criado por João Candido Portinari, filho do artista, responsável pela localização, catalogação e preservação de mais de cinco mil obras e documentos relacionados ao legado do pintor.
Para viabilizar a chegada do acervo à China, foi realizada uma complexa operação logística internacional, envolvendo rígidos protocolos de conservação, segurança e transporte especializado. A iniciativa é fruto de uma articulação entre instituições brasileiras e chinesas, reunindo esforços do Ministério da Cultura, do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), do Projeto Portinari e do Museu Nacional da China.
Lei Rouanet como instrumento de projeção internacional
Em seu discurso, Márcio Tavares também ressaltou a importância da Lei Rouanet para a realização da exposição e para a promoção internacional da cultura brasileira.
“É importante ressaltar que a magnitude deste projeto só foi possível graças à Lei Rouanet, o principal instrumento de fomento à cultura no Brasil. Esta política pública é um dos motores que permitem que o patrimônio artístico brasileiro rompa fronteiras e alcance palcos tão prestigiosos quanto este”, afirmou.
De acordo com ele, a legislação desempenha um papel estratégico não apenas para o financiamento cultural, mas também para a diplomacia e a presença internacional do país.“A Lei Rouanet não é apenas um mecanismo de financiamento; é uma ferramenta estratégica de soberania cultural e diplomacia, garantindo que a nossa identidade seja preservada e projetada globalmente, fortalecendo a economia criativa e aproximando civilizações através da arte”, completou.
A mostra conta com patrocínio master da Petrobras, patrocínio da Pátria Investimentos e incentivo do Governo do Brasil, por meio dos ministérios da Cultura, das Relações Exteriores e da Embratur, via Lei Rouanet.
Intercâmbio com instituições chinesas
A participação na abertura da exposição dá continuidade à agenda de intercâmbio cultural realizada pela delegação brasileira na China nos últimos dias. Em Pequim, Márcio Tavares visitou o 798 Art District e o Centro Nacional de Artes Cênicas (NCPA), dois dos principais polos de produção artística e inovação cultural do país.
Antes de chegar à capital chinesa, a missão passou por Xangai, onde o secretário-executivo visitou instituições de referência internacional, como o West Bund Museum, o Tank Shanghai, o China Art Museum e a Power Station of Art. A agenda incluiu ainda reunião com o vice-secretário municipal de Cultura e Turismo de Xangai, voltada ao fortalecimento da cooperação cultural entre os dois países.
As atividades integram os esforços do Ministério da Cultura para ampliar a presença internacional da cultura brasileira, fortalecer parcerias institucionais e consolidar as ações do Ano Cultural Brasil-China 2026.
Brasil e China
As relações diplomáticas entre Brasil e China, estabelecidas em 1974, consolidaram-se como uma das mais relevantes no cenário global. A parceria se estende a fóruns internacionais como o BRICS e o G20 e abrange áreas estratégicas como tecnologia, energia, sustentabilidade e cultura.

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Fonte: Ministério da Cultura
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Ministra assina portaria que institucionaliza a Escult e lança oficialmente o EscultAqui Recôncavo
O Ministério da Cultura (MinC) e a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) deram mais um passo no fortalecimento das políticas públicas de cultura e da economia criativa no país. Nesta terça-feira (9), em Cachoeira (BA), durante o II Encontro Presencial da Especialização em Política e Gestão Cultural, foi realizada a assinatura da portaria que institucionaliza a Escola Solano Trindade de Cultura e Economia Criativa (Escult), o lançamento oficial do EscultAqui e a inauguração do Escritório EscultAqui Recôncavo.
Durante a abertura, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, realizou uma palestra magna e destacou a importância da formação, da ciência, da tecnologia e das políticas públicas como ferramentas fundamentais para o desenvolvimento social e cultural do Brasil.
“Precisamos ter proposta de futuro. Estamos falando de um país construído na coletividade. No nosso setor, o talento pode ser individual, mas a realização da arte e da cultura é coletiva”, afirmou.
A ministra ressaltou ainda que iniciativas de formação como a Escult representam instrumentos concretos de fortalecimento dos trabalhadores da cultura. “Cada aprendizado é uma ferramenta de fortalecimento do setor cultural brasileiro. É mais uma pessoa preparada para defender essas conquistas e compreender o valor que elas têm para o país”, disse.
Margareth Menezes também celebrou a expansão da Escola Solano Trindade e a parceria com instituições federais de ensino para ampliar o alcance das ações formativas em todo o país.
“Quando pensamos na Escult, parecia algo muito grande imaginar uma escola nesse formato. Mas o ambiente digital amplia o acesso e acelera os processos de formação. E nós não poderíamos fazer isso sozinhos. Por isso, estamos construindo essas ações em parceria com universidades e institutos federais em diferentes regiões do país”, destacou.
A secretária de Economia Criativa do MinC, Cláudia Leitão, ressaltou o crescimento das iniciativas estruturantes da secretaria e o papel da formação para o fortalecimento da economia criativa no país.
“É impressionante perceber quantas coisas estão nascendo dentro de uma pequena secretaria. A Diretoria dos Trabalhadores da Cultura nasce junto com a Escult, nasce junto com o EscultAqui, nasce junto com o Observatório Celso Furtado de Economia Criativa. São muitas iniciativas sendo construídas ao mesmo tempo”, afirmou.
Segundo Cláudia Leitão, a Escult continuará ampliando sua atuação nos próximos anos. “Isso aqui é só o começo. A Escult vai avançar da formação livre até o doutorado profissional. É para esse lugar que estamos caminhando”, disse.
A secretária também defendeu uma visão ampliada da economia aplicada ao setor cultural. “Precisamos reinventar a palavra economia. Não uma economia reducionista, limitada à lógica do lucro, mas uma economia da abundância, da prosperidade e da dignidade para os trabalhadores da cultura”, destacou.
O diretor de Políticas para Trabalhadores da Cultura e da Economia Criativa do MinC, Deryk Santana, celebrou a conclusão da etapa presencial da especialização e destacou o impacto da formação para as políticas culturais brasileiras.
“Estamos formando mais de cem quadros para a política pública em todo o Brasil, pessoas que vão atuar na gestão e na condução das políticas culturais neste próximo período. Isso é formação estruturante e é muito importante para a cultura e para a economia criativa do país”, afirmou.
A reitora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, professora Georgina Gonçalves dos Santos, destacou a importância da parceria com o Ministério da Cultura e o papel estratégico da universidade na formação e transformação social dos territórios.
“O que fazemos aqui, ao entrar nesse território e formar novos profissionais, é apresentar o futuro, mas também reconhecer o valor que já existe aqui. Sabemos da importância dessa parceria com o Ministério da Cultura, sobretudo porque ela reforça aquilo que somos enquanto instituição”, afirmou.
Por fim, a ministra enfatizou a potência estratégica da cultura brasileira para o desenvolvimento nacional. “Temos fome de oportunidade, fome de arte e fome de cultura. A cultura brasileira é muito especial, muito potente. É uma riqueza, um tesouro do nosso povo. E é assim que estamos tratando a cultura: como um patrimônio fundamental para o desenvolvimento do Brasil”, concluiu.
EscultAqui
Deryk apresentou oficialmente o EscultAqui, iniciativa voltada à atuação territorial da escola em estados e municípios brasileiros.
“O EscultAqui nos leva a escutar o território, a conhecer de perto as demandas dos trabalhadores da cultura, das cooperativas e dos empreendimentos criativos. A proposta é oferecer consultorias, incubação, aceleração e um atendimento mais personalizado. É a Escult com o pé no chão, presente nos territórios”, explicou.
EscultAqui são espaços físicos vinculados à Escola Solano Trindade de Cultura e Economia Criativa, destinados à assessoria técnica e à consultoria direta para trabalhadoras e trabalhadores, empreendedoras e empreendedores e gestoras e gestores da Cultura e da Economia Criativa. São unidades de referência para orientação profissional e fortalecimento dos Ecossistemas Culturais e Criativos nos territórios.
Segundo o diretor, a meta do Ministério da Cultura é implantar ao menos uma unidade do EscultAqui em cada estado brasileiro até o final deste ano.
Com foco em acessibilidade, inovação e descentralização, Escult Aqui amplia o acesso ao conhecimento técnico e fortalece redes locais da Economia Criativa, contribuindo para a consolidação dos Ecossistemas Culturais e Criativos em todo o país.
Fonte: Ministério da Cultura
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