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MIDR destaca papel do crédito produtivo para ampliar renda e oportunidades no país

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Brasília (DF) – As políticas de microcrédito e de inclusão produtiva desenvolvidas pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) foram apresentadas nesta terça-feira (9), em Brasília, durante o 8º Fórum Brasileiro de Microempreendedorismo. Na ocasião, o secretário Nacional de Fundos e Instrumentos Financeiros do MIDR, Eduardo Tavares, apresentou as ações da pasta voltadas à ampliação do acesso ao microcrédito para agricultores familiares e microempreendedores de baixa renda em diferentes regiões do país. Promovido pela Aliança Empreendedora, o encontro reuniu representantes do poder público, instituições financeiras e organizações sociais para discutir caminhos para o fortalecimento do empreendedorismo.

Segundo o secretário, a estratégia tem sido direcionar recursos para regiões e públicos historicamente menos atendidos pelas políticas de financiamento. “A gente tem uma diretriz muito forte do presidente Lula de não deixar ninguém para trás, de incluir quem mais precisa no orçamento. Isso não pode ser só discurso, isso tem que virar ações concretas”, afirmou.

Como exemplo, Eduardo Tavares citou a expansão do microcrédito para a agricultura familiar na Região Norte. De acordo com o secretário, o número de famílias atendidas passou de 240, em 2023, para 24 mil, em 2024, enquanto o volume de recursos contratados cresceu de cerca de R$ 3 milhões para R$ 400 milhões no período. Ele também ressaltou o papel da tecnologia para alcançar comunidades remotas e ampliar a inclusão financeira em áreas de difícil acesso.

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Durante o debate, o secretário defendeu que as políticas de microcrédito devem estar associadas à geração de renda e à melhoria das condições de vida das famílias. “A nossa agenda não é uma agenda só de inclusão, é uma agenda de prosperidade, é uma agenda de equidade”, disse. Segundo ele, iniciativas como as Rotas de Integração Nacional fortalecem cadeias produtivas locais e criam oportunidades de desenvolvimento econômico sustentável em diferentes territórios do país.

 


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Ministra assina portaria que institucionaliza a Escult e lança oficialmente o EscultAqui Recôncavo

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O Ministério da Cultura (MinC) e a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) deram mais um passo no fortalecimento das políticas públicas de cultura e da economia criativa no país. Nesta terça-feira (9), em Cachoeira (BA), durante o II Encontro Presencial da Especialização em Política e Gestão Cultural, foi realizada a assinatura da portaria que institucionaliza a Escola Solano Trindade de Cultura e Economia Criativa (Escult), o lançamento oficial do EscultAqui e a inauguração do Escritório EscultAqui Recôncavo.

Durante a abertura, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, realizou uma palestra magna e destacou a importância da formação, da ciência, da tecnologia e das políticas públicas como ferramentas fundamentais para o desenvolvimento social e cultural do Brasil.

“Precisamos ter proposta de futuro. Estamos falando de um país construído na coletividade. No nosso setor, o talento pode ser individual, mas a realização da arte e da cultura é coletiva”, afirmou.

A ministra ressaltou ainda que iniciativas de formação como a Escult representam instrumentos concretos de fortalecimento dos trabalhadores da cultura. “Cada aprendizado é uma ferramenta de fortalecimento do setor cultural brasileiro. É mais uma pessoa preparada para defender essas conquistas e compreender o valor que elas têm para o país”, disse.

Margareth Menezes também celebrou a expansão da Escola Solano Trindade e a parceria com instituições federais de ensino para ampliar o alcance das ações formativas em todo o país.

“Quando pensamos na Escult, parecia algo muito grande imaginar uma escola nesse formato. Mas o ambiente digital amplia o acesso e acelera os processos de formação. E nós não poderíamos fazer isso sozinhos. Por isso, estamos construindo essas ações em parceria com universidades e institutos federais em diferentes regiões do país”, destacou.

A secretária de Economia Criativa do MinC, Cláudia Leitão, ressaltou o crescimento das iniciativas estruturantes da secretaria e o papel da formação para o fortalecimento da economia criativa no país.

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“É impressionante perceber quantas coisas estão nascendo dentro de uma pequena secretaria. A Diretoria dos Trabalhadores da Cultura nasce junto com a Escult, nasce junto com o EscultAqui, nasce junto com o Observatório Celso Furtado de Economia Criativa. São muitas iniciativas sendo construídas ao mesmo tempo”, afirmou.

Segundo Cláudia Leitão, a Escult continuará ampliando sua atuação nos próximos anos. “Isso aqui é só o começo. A Escult vai avançar da formação livre até o doutorado profissional. É para esse lugar que estamos caminhando”, disse.

A secretária também defendeu uma visão ampliada da economia aplicada ao setor cultural. “Precisamos reinventar a palavra economia. Não uma economia reducionista, limitada à lógica do lucro, mas uma economia da abundância, da prosperidade e da dignidade para os trabalhadores da cultura”, destacou.

O diretor de Políticas para Trabalhadores da Cultura e da Economia Criativa do MinC, Deryk Santana, celebrou a conclusão da etapa presencial da especialização e destacou o impacto da formação para as políticas culturais brasileiras.

“Estamos formando mais de cem quadros para a política pública em todo o Brasil, pessoas que vão atuar na gestão e na condução das políticas culturais neste próximo período. Isso é formação estruturante e é muito importante para a cultura e para a economia criativa do país”, afirmou.

A reitora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, professora Georgina Gonçalves dos Santos, destacou a importância da parceria com o Ministério da Cultura e o papel estratégico da universidade na formação e transformação social dos territórios.

“O que fazemos aqui, ao entrar nesse território e formar novos profissionais, é apresentar o futuro, mas também reconhecer o valor que já existe aqui. Sabemos da importância dessa parceria com o Ministério da Cultura, sobretudo porque ela reforça aquilo que somos enquanto instituição”, afirmou.

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Por fim, a ministra enfatizou a potência estratégica da cultura brasileira para o desenvolvimento nacional. “Temos fome de oportunidade, fome de arte e fome de cultura. A cultura brasileira é muito especial, muito potente. É uma riqueza, um tesouro do nosso povo. E é assim que estamos tratando a cultura: como um patrimônio fundamental para o desenvolvimento do Brasil”, concluiu.

EscultAqui

Deryk apresentou oficialmente o EscultAqui, iniciativa voltada à atuação territorial da escola em estados e municípios brasileiros.

“O EscultAqui nos leva a escutar o território, a conhecer de perto as demandas dos trabalhadores da cultura, das cooperativas e dos empreendimentos criativos. A proposta é oferecer consultorias, incubação, aceleração e um atendimento mais personalizado. É a Escult com o pé no chão, presente nos territórios”, explicou.

EscultAqui são espaços físicos vinculados à Escola Solano Trindade de Cultura e Economia Criativa, destinados à assessoria técnica e à consultoria direta para trabalhadoras e trabalhadores, empreendedoras e empreendedores e gestoras e gestores da Cultura e da Economia Criativa. São unidades de referência para orientação profissional e fortalecimento dos Ecossistemas Culturais e Criativos nos territórios.

Segundo o diretor, a meta do Ministério da Cultura é implantar ao menos uma unidade do EscultAqui em cada estado brasileiro até o final deste ano.

Com foco em acessibilidade, inovação e descentralização, Escult Aqui amplia o acesso ao conhecimento técnico e fortalece redes locais da Economia Criativa, contribuindo para a consolidação dos Ecossistemas Culturais e Criativos em todo o país.

Fonte: Ministério da Cultura

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