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Governo do Brasil amplia implementação de cuidotecas

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O Governo do Brasil vai implementar 295 cuidotecas no país. O tema foi debatido, na quinta-feira (14.05), durante o 1º Encontro Nacional das Cuidotecas. O evento, promovido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), ocorreu em Brasília.

As cuidotecas estão sendo implementadas em todo o território nacional, distribuídas nas cinco regiões do país, em 25 estados e no Distrito Federal, abrangendo 204 municípios. Essa rede é ampliada a partir do investimento de R$ 20 milhões do MEC e R$ 9 milhões do Ministério das Mulheres, para instituição de cuidotecas em Universidades Federais e Estaduais. O  anúncio feito pelo secretário Nacional de Educação Superior, Marcus Vinicius David, e pela Ministra das Mulheres, Márcia Lopes, soma-se aos R$ 26,1 milhões já investidos pelo MDS e MMulheres e consolida a cuidoteca como um serviço estruturante da Política Nacional de Cuidados.

A Cuidoteca é um serviço público que oferece ambiente seguro, gratuito e acessível, voltado para acolhida e cuidado de crianças com e sem deficiência, com idades entre 3 e 12 anos, em períodos que excedem a jornada escolar. O serviço é destinado a apoiar pessoas responsáveis por cuidar de crianças no âmbito familiar e que precisam estudar, se qualificar ou trabalhar.

“Como mãe, sei que é muito difícil estar em lugares que não têm recursos para atender nossos filhos. Por isso, reconheço o valor das cuidotecas”, afirmou Marie Luce Tavares, professora do Instituto Federal de Minas Gerais (UFMG), durante sua participação no 1º Encontro Nacional das Cuidotecas.

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Na abertura do encontro, o titular do MDS, Wellington Dias, falou sobre a importância dessa iniciativa. “As cuidotecas nas universidades, nos institutos federais, no âmbito acadêmico, nos municípios, representam uma inovação nas políticas públicas brasileiras. Elas criam condições reais para que muitas mulheres permaneçam e avancem em sua trajetória escolar, acadêmica e profissional”, defendeu.

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, também enfatizou o benefício dessa ação. “O espaço é simples do ponto de vista do custo, é muito barato pelo resultado que esse espaço representa para as mães”, afirmou.

Para a secretária nacional da Política de Cuidados e Família do MDS, Laís Abramo, o cuidado é uma necessidade de todas as pessoas, um trabalho, um direito e um bem público. “O cuidado é uma responsabilidade que deve ser compartilhada entre homens e mulheres e entre o Estado, as famílias, o setor privado e a sociedade. A grande novidade é olhar, ao mesmo tempo, para quem precisa de cuidado e para quem cuida. A cuidoteca é uma inovação desta política para o atendimento das crianças e apoio para as mães”, pontua.

Já o diretor da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Vinícius Carvalho Pinheiro, detalhou que a cuidoteca é um motor de mudança nas políticas sociais. “Cerca de 708 milhões de mulheres do mundo estão fora da força de trabalho em razão direta da responsabilidade de cuidado. A cuidoteca é uma das políticas mais transformadoras que existem porque ela desbloqueia a capacidade de trabalho. O cuidado não é gasto, o cuidado é investimento”, detalhou.

1º Encontro Nacional das Cuidotecas

O encontro foi destinado à apresentação e ao fortalecimento do serviço da cuidoteca como proposta inovadora no âmbito a Política Nacional de Cuidados e do Plano Nacional de Cuidados Brasil que Cuida  

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O evento reuniu gestores e profissionais das instituições que vão oferecer o serviço de cuidoteca em suas diferentes modalidades, além de pesquisadores, parlamentares, coordenadores e técnicos do MDS e demais apoiadores da iniciativa, compondo um ambiente plural, colaborativo e orientado à implementação efetiva da política pública de cuidados.

Ao longo do dia, a programação contou com mesas institucionais e momentos de diálogos voltados à apresentação de experiências e à reflexão sobre o papel das cuidotecas como serviço público de apoio ao cuidado, contribuindo para a valorização de quem cuida e a proteção de quem é cuidado.  

Assessoria de Comunicação – MDS

 

Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome

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Governo do Brasil inicia liberação de R$ 1 bilhão para construção e reformas de casas para famílias do PNRA

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O Governo do Brasil iniciou, nesta sexta-feira (15), a liberação de R$ 1 bilhão em Crédito Instalação nas modalidades Habitacional e Reforma Habitacional para famílias assentadas e comunidades quilombolas incluídas no Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA), além de beneficiários residentes em unidades de conservação de uso sustentável.

A medida é resultado de um esforço coletivo entre o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e visa garantir o fortalecimento da infraestrutura dos assentamentos, promoção da dignidade no campo e assegurar condições que possibilitem aos agricultores viver, produzir e permanecer em seus territórios.

A ministra do MDA, Fernanda Machiaveli, destaca que o Incra já executou R$ 1,7 bilhão em Crédito Instalação. “Com essa parceria iremos assegurar a construção de mais 9 mil casas que irão mudar a vida das famílias que vivem no campo”, diz. A medida será operacionalizada em parceira com a Caixa Econômica Federal.

Conforme ressalta o presidente do Incra, César Aldrighi, entre 2023 e maio de 2026, a autarquia pagou R$ 797,5 milhões em recursos habitacionais, beneficiando 11.783 famílias. “Com a nova etapa de liberação dos recursos por meio da Caixa Econômica Federal, a expectativa é que o número de famílias atendidas até o final deste ano ultrapasse 21 mil”, diz o presidente.

Crédito

O Crédito Instalação é uma das principais políticas executadas pelo Incra. São dez modalidades voltadas a diferentes necessidades de assentadas e assentados, quilombolas e demais públicos do Programa Nacional de Reforma Agrária.

Nas modalidades Habitacional e Reforma Habitacional os recursos podem ser utilizados na compra de materiais de construção, contratação de projetos arquitetônicos, serviços de engenharia e mão de obra.

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A seleção dos beneficiários é feita pelo Incra por meio de suas superintendências regionais. Ao longo do primeiro semestre de 2026, as unidades regionais concluirão o levantamento das famílias prioritárias em suas áreas de atuação. Após essa fase serão realizadas reuniões para apresentação das regras, direitos e obrigações previstas no contrato de concessão do crédito.

As famílias precisam estar em situação regular na relação de beneficiários do PNRA, manter seus dados atualizados junto ao Incra, estar inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), não apresentar inadimplência junto ao Sistema Nacional de Concessão e Cobrança de Crédito Instalação (SNCCI) e possuir título provisório, como do Contrato de Concessão de Uso (CCU), ou título definitivo.

Etapas

Outra fase necessária para o andamento do processo é a indicação de uma entidade representativa do assentamento, com a qual será firmado acordo de cooperação ou instrumento semelhante, conforme as regras previstas na Instrução Normativa Incra nº 139/2023. A instituição deverá contar com responsável técnico para elaborar o projeto e acompanhar a obra.

Depois de cumpridas as formalidades são assinados os contratos de concessão de crédito. A liberação dos valores é feita pela Caixa Econômica Federal, exclusivamente por crédito em conta poupança individual. O pagamento pode ocorrer em conta Poupança Caixa, Poupança Caixa Tem ou Poupança Social Digital, aberta automaticamente pela instituição financeira e movimentada pelo aplicativo Caixa Tem.

Segundo o Superintendente Nacional de Benefícios Sociais, Marcelo Viana Paris, a CAIXA tem orgulho de participar da entrega, que representa dignidade e segurança para famílias da reforma agrária e de comunidades tradicionais. “Como agente operador, a instituição garante que os recursos cheguem com transparência, eficiência e segurança aos beneficiários. Essa parceria com o Incra e o Governo do Brasil marca uma nova etapa da política habitacional rural e reforça o compromisso da CAIXA com o desenvolvimento sustentável, a inclusão social e a melhoria da qualidade de vida no campo”, diz.

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O dinheiro é liberado em duas parcelas: a primeira corresponde a 70% do montante aprovado, a segunda, aos 30% restantes. O cronograma e o fluxo de liberação serão definidos pelas superintendências regionais do Incra ao longo deste semestre, conforme o planejamento de cada região e a situação das famílias selecionadas.

De acordo com o diretor de Desenvolvimento Sustentável do Incra, José Ubiratan Rezende Santana, a construção de novas moradias pela modalidade Habitacional prevê financiamento de até R$ 107 mil para famílias da região Norte e de até R$ 97,5 mil para as demais regiões.

Já a linha Reforma Habitacional prevê até R$ 55 mil para a região Norte e até R$ 50 mil para as demais. “Em todos os casos há carência de três anos a partir da liberação do crédito e desconto de 96% para pagamento”, diz o diretor.

Com a retomada e a ampliação das modalidades habitacionais, o Incra busca enfrentar um dos principais desafios históricos dos assentamentos e territórios atendidos pelo PNRA: a garantia de moradia digna. Ao associar financiamento habitacional, organização comunitária, acompanhamento técnico e operacionalização bancária, a política fortalece a permanência das famílias no campo e contribui para a estruturação dos assentamentos como espaços de vida, produção e desenvolvimento local.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar

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