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MDS apresenta novo Serviço de Proteção a Gestantes e Crianças em Belo Horizonte

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A Secretaria Nacional de Assistência Social (SNAS) do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) esteve presente no Encontro Estadual do Serviço de Proteção Social Básica no Domicílio para Gestantes e Crianças de 0 a 6 anos (SPSBD-GC). No evento, gestores e profissionais puderam conhecer melhor o reordenamento e transição do Programa Primeira Infância no SUAS/Criança Feliz (PI-SUAS/CF) para o SPSBD-GC, com foco na adequação do modelo de atenção domiciliar, na qualificação das equipes e na consolidação de diretrizes nacionais para a oferta do serviço no âmbito do SUAS.

“Essa atenção dentro da casa das pessoas faz toda diferença. Esse olhar atento para como a criança vive dentro de casa, dentro dos seus vínculos familiares, com seu desenvolvimento é uma meta nossa”, observou Desiree Ruas, representante da secretaria-executiva da Rede da Primeira Infância de Minas Gerais.

O estado participou das construções normativas que se deram em câmara técnica no Governo do Brasil entre 2024 e 2025. “É preciso ter instrumentos, dialogar e, sobretudo, construir consensos em torno desses processos”, salientou Elias Oliveira, diretor do Departamento de Proteção Básica da SNAS/MDS.

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Segundo a conselheira estadual de assistência social, Ludmila Lamartine, o encontro é fundamental para que a assistência social de Minas Gerais entre em contato com as novas diretrizes. “É muito importante momentos como esse de qualificação, de aprimoramento, de elucidação das dúvidas para que a atuação chegue aos nossos usuários que são o nosso público finalístico”, reforçou.

O diretor do Departamento de Proteção Básica do MDS detalhou o serviço no encontro e respondeu às dúvidas de gestores e profissionais. “O novo desafio agora é alterar a nossa cultura. Sem alterar a cultura, a gente não altera a prática, a gente não altera a operacionalização. É olhar para esse serviço agora, entender o desenho dele dentro da proteção social básica, entender o desenho dele lá dentro do CRAS. E é por isso que todas as áreas foram envolvidas”, apontou Elias Oliveira.

Assessoria de Comunicação – MDS

Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome

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Governo do Brasil lança Plano Nacional que busca agilizar reparação às pessoas atingidas pela hanseníase

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O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) participou, nesta sexta-feira (12), do lançamento do Plano Nacional de Negociação nº 33 – Hanseníase, realizado na sede da Advocacia-Geral da União (AGU), em Brasília (DF). O evento reuniu membros do Poder Judiciário e representantes do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), além de autoridades que atuam na defesa dos direitos humanos.

Em sua fala de abertura, a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania substituta, Caroline Reis, destacou que o plano reforça o compromisso do Estado com a reparação de violações históricas que atingiram milhares de brasileiros pelo isolamento compulsório.

(Foto: Clarice Castro/MDHC)
(Foto: Clarice Castro/MDHC)

“Durante décadas, a hanseníase esteve associada ao medo, à desinformação e à discriminação. Milhares de pessoas foram separadas de suas famílias e comunidades, vivenciando processos de exclusão que impactaram profundamente suas trajetórias de vida”, afirmou.

Ainda de acordo com Reis, os efeitos das violações ultrapassaram o campo da saúde pública e marcaram vidas através do estigma social e o apagamento da história e da identidade daqueles que foram submetidos à internação compulsória e de seus familiares.

“Reconhecer isso é condição necessária para encarar o passado com responsabilidade e construir um presente com dignidade para os brasileiros e brasileiras atingidos pelo isolamento e pela marginalização. Seguiremos trabalhando para que os mecanismos de reparação sejam cada vez mais acessíveis e efetivos e para que a memória dessas pessoas permaneça presente nas políticas públicas e na consciência do Estado brasileiro”, concluiu a ministra.

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Marco histórico

Durante a solenidade, o titular AGU, ministro Jorge Messias, classificou a iniciativa como um marco histórico na construção de uma política pública destinada a reparar violações praticadas pelo Estado brasileiro e a acelerar a tramitação de processos de pessoas atingidas pela hanseníase.

“Não creio que este devesse ser chamado apenas de Plano Nacional de Negociação. Estamos falando, na verdade, de um Plano Nacional de Reparação. Trata-se do reconhecimento de décadas de violações praticadas pelo Estado e da construção de respostas concretas para reparar essas injustiças”, analisou.

O ministro também ressaltou a parceria entre a AGU e o MDHC na construção de medidas voltadas à reparação de violações históricas e ao fortalecimento do acesso à justiça.

(Foto: Clarice Castro/MDHC)
(Foto: Clarice Castro/MDHC)

“Consolidar políticas de Estado que representem avanços significativos reparatórios é também um processo de cura, de reencontro. É a oportunidade de a sociedade olhar para seu passado, reconhecer os erros cometidos e afirmar que eles não podem se repetir”, declarou.

Avanços na política de reparação

O lançamento do plano ocorre em um contexto de ampliação dos direitos das pessoas atingidas pela hanseníase. A Lei nº 11.520 de 2007 garantiu pensão especial às pessoas submetidas ao isolamento e à internação compulsória em hospitais-colônia. Já a Lei nº 14.736, de 2023, ampliou o alcance da política indenizatória, incluindo pessoas submetidas ao isolamento domiciliar ou em seringais, além de filhos e filhas separados de seus genitores em decorrência da política de segregação.

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Na quarta-feira (10), durante a Conferência dos Estados Partes sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (COSP), realizada em Nova York, o MDHC lançou uma ação institucional voltada ao enfrentamento do estigma e da discriminação contra pessoas atingidas pela hanseníase. A iniciativa integra o conjunto de medidas de reparação individual e coletiva desenvolvidas pelo Governo do Brasil.

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Texto: P.V.

Edição: F.T.

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Assessoria de Comunicação Social do MDHC

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Fonte: Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania

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