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Ministério das Cidades promove 2º webinário sobre Desenvolvimento Urbano Integrado
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O 2º Webinário do Ciclo sobre Desenvolvimento Urbano Integrado (DUI) já tem data marcada. O encontro será realizado na próxima quarta-feira (03/06), das 10h às 12h, e vai debater conceitos, desafios e estratégias relacionados ao planejamento urbano integrado nas cidades brasileiras.
A edição contará com a participação da analista de infraestrutura e arquiteta urbanista Luciana Gill, da Secretaria Nacional de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano do Ministério das Cidades, e de Daniel Montandon, arquiteto urbanista e doutor em planejamento urbano. O evento é gratuito e aberto ao público interessado nos temas de Desenvolvimento Urbano Integrado (DUI).
Durante o webinário, serão abordados temas centrais do DUI, com destaque para sua aplicação no planejamento e na gestão das cidades, além de discussões sobre espaço público, inclusão, acessibilidade e sustentabilidade urbana.
Nesse 2º webnário serão apresentadas possibilidades de financiamento para projetos voltados ao Desenvolvimento Urbano Integrado, incluindo informações sobre o Programa Pró-Cidades e a Ação 00SY, instrumentos voltados ao apoio de iniciativas urbanas estruturantes nos municípios.
A iniciativa faz parte do ciclo de webinários promovida pela Secretaria Nacional de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (SNDUM), em parceria com o Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU/BR), com o objetivo de fortalecer o debate técnico e conceitual sobre políticas urbanas, planejamento territorial e instrumentos de apoio ao desenvolvimento das cidades brasileiras.
A programação do ciclo contará com webinários virtuais e eventos presenciais, com transmissão pelo YouTube, totalizando uma carga horária final de 30 horas de formação. Os participantes que alcançarem frequência mínima de 70% das atividades do ciclo receberão certificado de conclusão do Ciclo de Formação, correspondente à carga horária total cursada.
A ação integra a estratégia de fortalecimento da capacitação técnica e da disseminação de boas práticas em desenvolvimento urbano integrado e assistência técnica de interesse público, promovendo a troca de experiências e o aprimoramento das políticas urbanas no país.
Como participar
Para acompanhar o webinário, os interessados devem acessar a iniciativa do Programa Capacidades na plataforma ReDUS. Na aba “Eventos”, basta selecionar o webinário desejado e clicar em “Acessar evento”, opção que será disponibilizada 30 minutos antes do início da transmissão.
Após inserir nome e município, o participante poderá entrar na sala virtual e acompanhar as discussões.
A iniciativa do Programa Capacidades também pode ser acompanhada pela plataforma ReDUS, onde é possível solicitar inscrição e acessar informações sobre as próximas atividades.
Acesse a Central de Conteúdos e as Redes Sociais do Ministério das Cidades
Assessoria Especial de Comunicação Social do Ministério das Cidades
Atendimento à Imprensa
Telefone: (61) 2034-4282
E-mail: [email protected]
Fonte: Ministério das Cidades
BRASIL & MUNDO
Alexandre Silveira destaca potencial do Brasil para liderar investimentos globais em data centers e defende avanço do Redata
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta segunda-feira (1º/6), durante o Fórum Jurídico de Lisboa, em Portugal, que o Brasil reúne condições únicas para se tornar um dos principais destinos globais para investimentos em data centers, inteligência artificial e infraestrutura digital. Ao participar do painel Desenvolvimento Tecnológico, Data Centers e Soberania Nacional, o ministro destacou que o avanço desse setor está diretamente ligado à capacidade energética dos países e defendeu a construção de um ambiente regulatório capaz de transformar o potencial brasileiro em desenvolvimento econômico e tecnológico.
“No ambiente de investimentos do setor elétrico, quando falamos em data centers não falamos apenas em tecnologia. Falamos principalmente de energia, porque energia é o que sustenta a possibilidade de nós avançarmos em investimentos em data centers no Brasil. E estamos avançando fortemente, 38 GW de pedidos de parecer de acesso, 7,1 GW representando R$ 159 bilhões em investimentos nos próximos anos”, afirmou o ministro durante o painel.
Silveira ressaltou que o Brasil possui uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo, ampla disponibilidade de energia renovável, segurança jurídica e capacidade de expansão do sistema elétrico, fatores que vêm ampliando o interesse de grandes investidores internacionais pelo país.
De acordo com o ministério de Minas e Energia, os pedidos de conexão para novos projetos de data centers cresceram 330% entre 2024 e 2025. Em dezembro de 2025, o Ministério de Minas e Energia registrava 28,5 GW de demanda solicitada para projetos previstos até 2038. Atualmente, o Brasil conta com 205 data centers em operação e empreendimentos em construção que somam mais de R$ 114,5 bilhões em investimentos.
Durante sua participação, Alexandre Silveira afirmou que grandes empresas globais já buscam o Brasil como alternativa estratégica para expansão de suas operações, em razão da instabilidade no Oriente Médio. “Eu tenho na minha agenda, no mínimo, três ou quatro grandes companhias mundiais de data center me procurando”, declarou.
Sistema elétrico e a nova demanda tecnológica
Ao abordar a preparação do país para receber essa nova onda de investimentos, o ministro destacou que o Governo Federal vem adotando medidas estruturantes para ampliar a segurança energética e garantir previsibilidade ao setor produtivo.
Entre as iniciativas estão a expansão da infraestrutura de transmissão, os leilões de geração e transmissão de energia, o Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) e a criação da Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão (PNAST), considerada uma das principais ferramentas para organizar a conexão de grandes consumidores ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
Instituída pelo Decreto nº 12.772, a PNAST modernizou as regras de acesso à Rede Básica, substituindo o antigo modelo baseado em filas por mecanismos mais transparentes e alinhados ao planejamento da expansão do sistema elétrico. A política também eliminou etapas burocráticas que dificultavam o acesso de novos empreendimentos à rede de transmissão.
A medida foi criada para enfrentar desafios como o congestionamento de pedidos de acesso, a necessidade de expansão da infraestrutura elétrica e a crescente demanda de projetos ligados à transição energética, ao hidrogênio de baixo carbono e aos data centers.
Data centers como agenda de soberania nacional
Durante o debate, Alexandre Silveira defendeu que a expansão da infraestrutura digital seja tratada como uma pauta estratégica de soberania nacional.
Segundo o ministro, a corrida global por inteligência artificial, processamento de dados e serviços digitais exige não apenas capacidade tecnológica, mas também segurança energética e capacidade de planejamento de longo prazo.
Silveira afirmou que o reposicionamento geopolítico do Brasil, aliado à sua matriz energética renovável, tem ampliado o interesse internacional por investimentos no país. O ministro também relacionou o tema à necessidade de fortalecimento da autonomia tecnológica brasileira e da capacidade nacional de processamento e armazenamento de dados.
Silveira reforça defesa do Redata
Ao final do painel, o ministro voltou a defender o avanço do Redata no Congresso Nacional. A proposta, atualmente em discussão no Senado Federal, busca criar um regime especial voltado à atração de investimentos em data centers, com contrapartidas ligadas à pesquisa e desenvolvimento, sustentabilidade, uso de energia limpa, transferência de tecnologia e fortalecimento da infraestrutura tecnológica nacional.
Criado originalmente por meio da Medida Provisória nº 1.318/2025, o programa previa a suspensão de tributos para equipamentos destinados a data centers, condicionada ao cumprimento de compromissos relacionados à inovação, investimentos produtivos, sustentabilidade e ampliação da capacidade tecnológica instalada no país. Apesar da aprovação na Câmara dos Deputados, a proposta perdeu validade após não ser votada pelo Senado dentro do prazo constitucional. Atualmente, o tema segue em tramitação por meio do PL 278/2026.
Para o ministro, o Brasil não pode desperdiçar a oportunidade de transformar sua vantagem competitiva em desenvolvimento econômico, geração de empregos qualificados, inovação tecnológica e fortalecimento da soberania nacional.
A defesa do Redata está alinhada à estratégia do Governo Federal de consolidar o país como um polo global de infraestrutura digital, aproveitando sua capacidade de geração de energia limpa e renovável para atrair investimentos de longo prazo e ampliar a participação brasileira na nova economia digital.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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