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Ministra Janine Mello reafirma compromisso do Brasil com a inclusão na abertura de conferência da ONU sobre direitos das pessoas com deficiência
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A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello, participou da abertura do Debate Geral da 19ª Sessão da Conferência dos Estados Partes (COSP) da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD) da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira (9) em Nova Iorque (EUA). O encontro reúne representantes de governos, organismos internacionais, sociedade civil e organizações representativas de pessoas com deficiência de diversas partes do mundo para debater os avanços e desafios na implementação da Convenção.
A conferência tem como tema central “A CRPD aos 20 anos: celebrando e consolidando conquistas e moldando a próxima fase de implementação em um mundo em transformação” e marca duas décadas de vigência de um dos mais importantes instrumentos internacionais de promoção e proteção dos direitos das pessoas com deficiência.
Durante sua participação na abertura do Debate Geral, Janine Mello reafirmou o compromisso brasileiro com o multilateralismo, a democracia, os direitos humanos, o enfrentamento ao capacitismo, a diversidade e a inclusão.
“Pessoas com deficiência são sujeitos de direitos. A exclusão não decorre de suas condições individuais, mas sim de barreiras físicas, comunicacionais, institucionais e atitudinais que limitam sua participação plena e efetiva na sociedade”, afirmou a ministra.
Para a secretária nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência, Isadora Nascimento, o evento também representa uma oportunidade de evidenciar o protagonismo brasileiro na área. “É uma possibilidade de articulação com vários países para mostrarmos o que o nosso país tem desenvolvido em relação à acessibilidade, cuidados, políticas públicas para as pessoas com deficiência. É, também, uma ocasião para aprendermos com outros países e levar para o Brasil os avanços que vêm sendo desenvolvidos”, afirmou.
Avanços do Brasil
Janine destacou que a Convenção orienta a construção de políticas públicas voltadas à promoção da autonomia, da acessibilidade, da participação social, da interseccionalidade e da desinstitucionalização. Segundo ela, o Brasil possui atualmente 14,4 milhões de pessoas com deficiência, o equivalente a cerca de 7% da população, composta majoritariamente por mulheres, pessoas negras e pessoas idosas.
A ministra apresentou, aos participantes da COSP, o Plano Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência — Novo Viver sem Limite, considerado uma das principais iniciativas do governo federal para ampliar a inclusão e a garantia de direitos. O programa, com investimento de U$ 1,3 bilhão, contempla ações de gestão e participação social, enfrentamento ao capacitismo e à violência, acessibilidade, tecnologia assistiva e promoção dos direitos econômicos, sociais, culturais e ambientais das pessoas com deficiência.
Mello também apresentou os avanços na implementação da avaliação biopsicossocial da deficiência, modelo que supera abordagens centradas exclusivamente no diagnóstico médico e fortalece políticas públicas orientadas pelos princípios da dignidade humana e da equidade.
Ao abordar a agenda de memória e reparação, a ministra destacou o programa brasileiro voltado às pessoas afetadas pela hanseníase e aos filhos separados de seus pais em razão das políticas de isolamento compulsório adotadas no passado. “Nosso dever é garantir o futuro, reconhecendo violências institucionais do passado para que não se repitam”, afirmou.
A participação social também foi apontada como elemento central das políticas brasileiras para as pessoas com deficiência. Janine ressaltou os resultados da Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência e a atuação do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade), que participa da COSP pela primeira vez.
“A Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência reafirmou o compromisso com o princípio que inspira esta Convenção: nada sobre as pessoas com deficiência sem as pessoas com deficiência”, declarou.
Compromissos institucionais
A participação brasileira na conferência integra uma missão institucional voltada ao fortalecimento do alinhamento político e diplomático do país junto à ONU, assegurando que os compromissos assumidos no âmbito da Convenção sejam apresentados de forma articulada e estratégica perante a comunidade internacional.
A delegação brasileira, presidida pela ministra Janine Mello, apresentará iniciativas estruturantes desenvolvidas pelo Governo do Brasil para garantir direitos e ampliar a inclusão das pessoas com deficiência. Entre elas, estão o Novo Viver sem Limite, a implementação da avaliação biopsicossocial da deficiência, ações voltadas à acessibilidade digital e campanhas nacionais de conscientização.
A secretária nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência, Isadora Nascimento, também acompanha a programação da conferência entre os dias 9 e 11 de junho, participando de agendas oficiais e eventos paralelos com o objetivo de ampliar o diálogo internacional e fortalecer a cooperação entre países na promoção dos direitos das pessoas com deficiência.
Conferência
A Conferência dos Estados Partes da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência é estabelecida pelo Artigo 40 da CDPD, que prevê reuniões periódicas dos Estados signatários para examinar questões relacionadas à implementação do tratado.
Reconhecida como uma das principais plataformas globais para o debate e acompanhamento das políticas voltadas às pessoas com deficiência, a conferência busca transformar compromissos internacionais em ações concretas. A programação da 19ª edição inclui o Debate Geral, diálogos interativos, mesas redondas temáticas e eventos paralelos voltados ao intercâmbio de experiências e boas práticas.
Durante a sessão, também estão previstas deliberações institucionais, como a adoção da agenda de trabalho e a eleição de membros do Comitê sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, órgão composto por especialistas independentes responsáveis por monitorar a implementação da Convenção pelos Estados-Membro.
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Texto: E.G.
Edição: F.T.
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Ministra assina portaria que institucionaliza a Escult e lança oficialmente o EscultAqui Recôncavo
O Ministério da Cultura (MinC) e a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) deram mais um passo no fortalecimento das políticas públicas de cultura e da economia criativa no país. Nesta terça-feira (9), em Cachoeira (BA), durante o II Encontro Presencial da Especialização em Política e Gestão Cultural, foi realizada a assinatura da portaria que institucionaliza a Escola Solano Trindade de Cultura e Economia Criativa (Escult), o lançamento oficial do EscultAqui e a inauguração do Escritório EscultAqui Recôncavo.
Durante a abertura, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, realizou uma palestra magna e destacou a importância da formação, da ciência, da tecnologia e das políticas públicas como ferramentas fundamentais para o desenvolvimento social e cultural do Brasil.
“Precisamos ter proposta de futuro. Estamos falando de um país construído na coletividade. No nosso setor, o talento pode ser individual, mas a realização da arte e da cultura é coletiva”, afirmou.
A ministra ressaltou ainda que iniciativas de formação como a Escult representam instrumentos concretos de fortalecimento dos trabalhadores da cultura. “Cada aprendizado é uma ferramenta de fortalecimento do setor cultural brasileiro. É mais uma pessoa preparada para defender essas conquistas e compreender o valor que elas têm para o país”, disse.
Margareth Menezes também celebrou a expansão da Escola Solano Trindade e a parceria com instituições federais de ensino para ampliar o alcance das ações formativas em todo o país.
“Quando pensamos na Escult, parecia algo muito grande imaginar uma escola nesse formato. Mas o ambiente digital amplia o acesso e acelera os processos de formação. E nós não poderíamos fazer isso sozinhos. Por isso, estamos construindo essas ações em parceria com universidades e institutos federais em diferentes regiões do país”, destacou.
A secretária de Economia Criativa do MinC, Cláudia Leitão, ressaltou o crescimento das iniciativas estruturantes da secretaria e o papel da formação para o fortalecimento da economia criativa no país.
“É impressionante perceber quantas coisas estão nascendo dentro de uma pequena secretaria. A Diretoria dos Trabalhadores da Cultura nasce junto com a Escult, nasce junto com o EscultAqui, nasce junto com o Observatório Celso Furtado de Economia Criativa. São muitas iniciativas sendo construídas ao mesmo tempo”, afirmou.
Segundo Cláudia Leitão, a Escult continuará ampliando sua atuação nos próximos anos. “Isso aqui é só o começo. A Escult vai avançar da formação livre até o doutorado profissional. É para esse lugar que estamos caminhando”, disse.
A secretária também defendeu uma visão ampliada da economia aplicada ao setor cultural. “Precisamos reinventar a palavra economia. Não uma economia reducionista, limitada à lógica do lucro, mas uma economia da abundância, da prosperidade e da dignidade para os trabalhadores da cultura”, destacou.
O diretor de Políticas para Trabalhadores da Cultura e da Economia Criativa do MinC, Deryk Santana, celebrou a conclusão da etapa presencial da especialização e destacou o impacto da formação para as políticas culturais brasileiras.
“Estamos formando mais de cem quadros para a política pública em todo o Brasil, pessoas que vão atuar na gestão e na condução das políticas culturais neste próximo período. Isso é formação estruturante e é muito importante para a cultura e para a economia criativa do país”, afirmou.
A reitora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, professora Georgina Gonçalves dos Santos, destacou a importância da parceria com o Ministério da Cultura e o papel estratégico da universidade na formação e transformação social dos territórios.
“O que fazemos aqui, ao entrar nesse território e formar novos profissionais, é apresentar o futuro, mas também reconhecer o valor que já existe aqui. Sabemos da importância dessa parceria com o Ministério da Cultura, sobretudo porque ela reforça aquilo que somos enquanto instituição”, afirmou.
Por fim, a ministra enfatizou a potência estratégica da cultura brasileira para o desenvolvimento nacional. “Temos fome de oportunidade, fome de arte e fome de cultura. A cultura brasileira é muito especial, muito potente. É uma riqueza, um tesouro do nosso povo. E é assim que estamos tratando a cultura: como um patrimônio fundamental para o desenvolvimento do Brasil”, concluiu.
EscultAqui
Deryk apresentou oficialmente o EscultAqui, iniciativa voltada à atuação territorial da escola em estados e municípios brasileiros.
“O EscultAqui nos leva a escutar o território, a conhecer de perto as demandas dos trabalhadores da cultura, das cooperativas e dos empreendimentos criativos. A proposta é oferecer consultorias, incubação, aceleração e um atendimento mais personalizado. É a Escult com o pé no chão, presente nos territórios”, explicou.
EscultAqui são espaços físicos vinculados à Escola Solano Trindade de Cultura e Economia Criativa, destinados à assessoria técnica e à consultoria direta para trabalhadoras e trabalhadores, empreendedoras e empreendedores e gestoras e gestores da Cultura e da Economia Criativa. São unidades de referência para orientação profissional e fortalecimento dos Ecossistemas Culturais e Criativos nos territórios.
Segundo o diretor, a meta do Ministério da Cultura é implantar ao menos uma unidade do EscultAqui em cada estado brasileiro até o final deste ano.
Com foco em acessibilidade, inovação e descentralização, Escult Aqui amplia o acesso ao conhecimento técnico e fortalece redes locais da Economia Criativa, contribuindo para a consolidação dos Ecossistemas Culturais e Criativos em todo o país.
Fonte: Ministério da Cultura
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