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MTE identifica mais de 100 trabalhadores sem registro em centros de distribuição em São José do Rio Preto (SP)
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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), realizou, entre os dias 12 e 19 de maio, uma operação de fiscalização em centros de distribuição de mercadorias vinculados a uma plataforma de marketplace em São José do Rio Preto (SP) e identificou graves irregularidades trabalhistas e sérios riscos à saúde e à segurança dos trabalhadores.
Durante a ação, auditores-fiscais do Trabalho encontraram mais de 100 trabalhadores sem registro formal, atuando em condições precárias e expostos a situações de grave risco de acidentes.
A fiscalização constatou que dezenas de trabalhadores realizavam atividades de carga, descarga, separação e movimentação de mercadorias sem anotação na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS).
Além da informalidade, os trabalhadores exerciam suas atividades sem condições mínimas adequadas de conforto, higiene e segurança. Em diversos momentos da fiscalização, foi verificado que os empregados realizavam refeições em calçadas e áreas improvisadas, sem local apropriado para alimentação e descanso.
Ausência de EPIs e falhas de treinamento
Os auditores-fiscais do Trabalho também constataram ausência de fornecimento adequado de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), inclusive em atividades com elevado potencial de risco.
A operação identificou ainda falhas relacionadas à capacitação dos trabalhadores, incluindo ausência de treinamentos obrigatórios para atividades operacionais e de segurança.
Segundo a equipe de fiscalização, muitos trabalhadores atuavam sem orientação adequada sobre riscos ocupacionais, procedimentos de emergência e medidas preventivas.
Riscos de atropelamento, incêndio e choque elétrico
A fiscalização identificou diversas situações caracterizadas como grave e iminente risco à integridade física dos trabalhadores.
Entre os principais riscos encontrados estavam:
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circulação insegura de caminhões em áreas compartilhadas com trabalhadores;
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ausência de segregação entre fluxo de veículos e pedestres;
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risco de atropelamento durante operações logísticas;
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carregamento e movimentação manual de cargas em condições inadequadas;
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risco de incêndio;
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irregularidades em sistemas de prevenção e combate a incêndio;
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risco de choque elétrico;
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risco de cortes e acidentes com materiais perfurocortantes;
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ausência de medidas adequadas de proteção coletiva;
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ausência de treinamento adequado para execução das atividades.
A equipe de fiscalização verificou que trabalhadores e caminhões compartilhavam os mesmos espaços de circulação, sem demarcações visíveis, rotas segregadas ou sistemas adequados de controle de tráfego interno, aumentando significativamente o risco de acidentes durante as operações logísticas.
Galpão interditado
Diante das irregularidades encontradas, um dos galpões fiscalizados foi interditado pela Inspeção do Trabalho após a constatação de grave e iminente risco aos trabalhadores.
A medida tem como objetivo impedir a continuidade das atividades até que sejam adotadas providências para eliminação dos riscos e adequação das condições de trabalho.
Durante o período de interdição, a paralisação das atividades não retira dos empregadores a responsabilidade pelo pagamento integral da remuneração dos trabalhadores atingidos pela medida, inclusive daqueles contratados em regime de diária.
A legislação trabalhista estabelece que a interdição decorrente de grave e iminente risco possui caráter de proteção à saúde e à integridade física dos trabalhadores e não pode resultar em prejuízo remuneratório aos empregados impedidos de exercer suas atividades em razão da medida administrativa adotada pela Inspeção do Trabalho.
Terceirização e responsabilização
Até o momento, cerca de sete empresas terceirizadas foram identificadas atuando nos locais fiscalizados. As empresas foram notificadas para promover a regularização imediata dos vínculos empregatícios e adequar as condições de segurança e saúde no trabalho. Autos de infração estão sendo lavrados, e outras medidas administrativas poderão ser adotadas conforme o avanço da fiscalização. A Inspeção do Trabalho segue apurando as responsabilidades trabalhistas e as condições de contratação dos trabalhadores envolvidos.
Proteção ao trabalhador e combate à informalidade
A formalização do vínculo empregatício garante direitos fundamentais aos trabalhadores, como FGTS, férias, 13º salário, proteção previdenciária, cobertura em caso de acidente de trabalho e acesso a benefícios trabalhistas e sociais.
As operações dessa natureza têm como objetivo assegurar condições dignas, seguras e legais de trabalho, especialmente em setores que utilizam grande volume de mão de obra terceirizada e logística intensiva.
Canal de denúncia trabalhista
Denúncias relacionadas à informalidade, ausência de registro em carteira, condições precárias de trabalho e outras irregularidades trabalhistas podem ser encaminhadas pelo sistema oficial de denúncias da Auditoria-Fiscal do Trabalho (AFT): sistema oficial de denúncias da Auditoria-Fiscal do Trabalho
As denúncias podem ser realizadas de forma online e contribuem para o direcionamento das ações de fiscalização e proteção aos trabalhadores.
BRASIL & MUNDO
Consulta pública sobre o legado da Copa Feminina recebe sugestões na área do turismo
O Governo do Brasil abriu consulta pública para ouvir a população sobre os legados da Copa do Mundo de Futebol Feminino 2027, que será realizada no país. A iniciativa busca reunir propostas que contribuam para a construção de um plano voltado ao desenvolvimento social e econômico em diferentes regiões brasileiras.
A participação pode ser feita até segunda-feira (25), por meio da plataforma Brasil Participativo, onde a população poderá contribuir com ideias sobre quais transformações o país deve priorizar com a realização do evento.
No setor do turismo, poderão ser apresentadas, por exemplo, propostas voltadas à qualificação de profissionais para receber visitantes, melhorias na acessibilidade turística, ampliação da conectividade e da mobilidade urbana nas cidades-sede, além de iniciativas de promoção internacional dos destinos brasileiros.
A consulta pública pode ser acessada neste link.
Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, a realização da Copa do Mundo Feminina representa uma oportunidade estratégica para fortalecer o turismo brasileiro e promover os destinos nacionais no cenário internacional. “Grandes eventos esportivos movimentam a economia, geram emprego e renda e deixam benefícios permanentes para as cidades. A participação da população nessa construção é fundamental para que o legado da Copa também contribua para o desenvolvimento do turismo em diferentes regiões do país”, destacou.
Sediada pela primeira vez na América do Sul, a competição representa uma oportunidade para impulsionar o turismo nacional, ampliar a visibilidade internacional dos destinos brasileiros e movimentar a economia nas cidades que receberão as partidas.
As contribuições recebidas irão auxiliar na construção do Plano Nacional do Legado Social e Esportivo da Copa do Mundo Feminina 2027, elaborado pelo Governo do Brasil, em parceria com diferentes órgãos e entidades.
Os interessados podem acessar a plataforma Brasil Participativo e responder à pergunta: “Qual legado você quer para a Copa do Mundo de Futebol Feminino 2027?”.
Serviço
- O quê: Consulta pública sobre os legados da Copa do Mundo Feminina de 2027
- Prazo para participação: até segunda-feira, 25 de maio
- Como participar: pela plataforma Brasil Participativo
Por Bárbara Magalhães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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