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Temas estratégicos para a gestão pública mobilizam tarde do primeiro dia do Fórum Nacional promovido pelo MGI
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A programação da tarde desta terça-feira (9/6), primeiro dia do XI Fórum Nacional da Rede de Parcerias, Transferências e Compras Públicas (PARCOM), reuniu gestores, técnicos, especialistas e representantes de instituições públicas e privadas de todo o país em uma extensa agenda de painéis, oficinas e encontros voltados aos principais desafios da administração pública brasileira.
Após a cerimônia de abertura do evento, realizada pela manhã, os participantes circularam entre diferentes iniciativas distribuídas por 11 Jornadas do Conhecimento, trilhas organizadas por áreas estratégicas que estruturam a programação do Fórum Nacional e permitem aprofundamento em temas prioritários para estados, municípios, União, organizações da sociedade civil e demais participantes.
Um dos destaques desta edição é a ampliação do espaço de debate dedicado às compras públicas, tema incorporado ao Fórum Nacional este ano. Ao longo da tarde, painéis e palestras abordaram a modernização e transformação digital das contratações governamentais, com apresentações sobre a plataforma Contrata+Brasil e o Sistema de Compras Expressas (Sicx).
O servidor público da Anatel em Palmas (TO), Expedito de Freitas, esteve no PARCOM para atualizar seus conhecimentos a respeito das inovações no setor público e saiu da palestra sobre o Contrata + Brasil impressionado com a plataforma. De acordo com ele, a ferramenta “é uma inovação muito interessante, e a forma como é executada a contratação pública realmente é de uma simplicidade que facilita todo o processo e prioriza a economia de recursos públicos. Além disso, a economia local ganha e os microempreendedores garantem a renda”.
As atividades ligadas à Jornada de Obras, outro tema incorporado à agenda do PARCOM, também mobilizaram o público participante, com debates voltados à gestão integrada de ativos, operação e manutenção de edifícios públicos e ao uso do Building Information Modeling (BIM), metodologia que utiliza modelos digitais para planejar, projetar, executar e gerenciar obras públicas com mais eficiência, qualidade e transparência.
Já na trilha de Gestão e Inovação, a programação trouxe discussões sobre governo digital, inteligência artificial, governança em pactos federativos e outros tipos de inovação que contribuem para a melhoria dos serviços públicos prestados à população. As atividades buscaram conectar experiências práticas e iniciativas inovadoras desenvolvidas em diferentes órgãos e esferas da administração pública.
Umas delas é o estabelecimento da GINGA (acrônimo para Governança, Incentivos, Normas, Gestão de capacidades e Ambiência), um movimento conduzido pelo MGI que busca superar a inovação no serviço público brasileiro de forma isolada e fragmentada, fortalecendo uma atuação mais sistêmica, integrada e conectada às necessidades da cidadania.
Outros temas
A agenda do primeiro dia também contou com atividades voltadas ao orçamento e controle, à captação e transferências de recursos públicos, incluindo o uso da plataforma Transferegov.br com foco em estados e municípios, além de debates relacionados a políticas públicas setoriais, contemplando áreas como saúde, educação, assistência social, cultura e segurança pública.
O PARCOM segue até quinta-feira (11/6), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília (DF), reunindo representantes de todas as regiões do país em torno do fortalecimento da governança colaborativa, da inovação e da melhoria da gestão pública. A programação inclui mais de 240 atividades voltadas ao compartilhamento de experiências, capacitação e construção de soluções para os desafios enfrentados pela administração pública brasileira.
Sobre o Fórum Nacional
Com o tema “Ampliamos o jogo: coloque o seu time em campo”, o XI Fórum Nacional da Rede de Parcerias, Transferências e Compras Públicas (PARCOM) é realizado pelo Governo do Brasil, Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), Rede de Parcerias e Faculdade Latinoamericana de Ciências Sociais (Flacso).
Nesta edição, o evento conta com o patrocínio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) e do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), do Banco do Nordeste do Brasil, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), do Sistema Único de Saúde (SUS), do Ministério da Saúde e do Governo do Brasil.
Além disso, o XI PARCOM tem o apoio da MCR Software em parceria com Adobe e Autodesk, da Associação Brasileira dos Sindicatos e Associações de Classe de Infraestrutura (Brasinfra) e do Governo do Distrito Federal.
Onde tem patrocínio, tem Governo do Brasil!
Leia também:
Fonte: Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos
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Ministra assina portaria que institucionaliza a Escult e lança oficialmente o EscultAqui Recôncavo
O Ministério da Cultura (MinC) e a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) deram mais um passo no fortalecimento das políticas públicas de cultura e da economia criativa no país. Nesta terça-feira (9), em Cachoeira (BA), durante o II Encontro Presencial da Especialização em Política e Gestão Cultural, foi realizada a assinatura da portaria que institucionaliza a Escola Solano Trindade de Cultura e Economia Criativa (Escult), o lançamento oficial do EscultAqui e a inauguração do Escritório EscultAqui Recôncavo.
Durante a abertura, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, realizou uma palestra magna e destacou a importância da formação, da ciência, da tecnologia e das políticas públicas como ferramentas fundamentais para o desenvolvimento social e cultural do Brasil.
“Precisamos ter proposta de futuro. Estamos falando de um país construído na coletividade. No nosso setor, o talento pode ser individual, mas a realização da arte e da cultura é coletiva”, afirmou.
A ministra ressaltou ainda que iniciativas de formação como a Escult representam instrumentos concretos de fortalecimento dos trabalhadores da cultura. “Cada aprendizado é uma ferramenta de fortalecimento do setor cultural brasileiro. É mais uma pessoa preparada para defender essas conquistas e compreender o valor que elas têm para o país”, disse.
Margareth Menezes também celebrou a expansão da Escola Solano Trindade e a parceria com instituições federais de ensino para ampliar o alcance das ações formativas em todo o país.
“Quando pensamos na Escult, parecia algo muito grande imaginar uma escola nesse formato. Mas o ambiente digital amplia o acesso e acelera os processos de formação. E nós não poderíamos fazer isso sozinhos. Por isso, estamos construindo essas ações em parceria com universidades e institutos federais em diferentes regiões do país”, destacou.
A secretária de Economia Criativa do MinC, Cláudia Leitão, ressaltou o crescimento das iniciativas estruturantes da secretaria e o papel da formação para o fortalecimento da economia criativa no país.
“É impressionante perceber quantas coisas estão nascendo dentro de uma pequena secretaria. A Diretoria dos Trabalhadores da Cultura nasce junto com a Escult, nasce junto com o EscultAqui, nasce junto com o Observatório Celso Furtado de Economia Criativa. São muitas iniciativas sendo construídas ao mesmo tempo”, afirmou.
Segundo Cláudia Leitão, a Escult continuará ampliando sua atuação nos próximos anos. “Isso aqui é só o começo. A Escult vai avançar da formação livre até o doutorado profissional. É para esse lugar que estamos caminhando”, disse.
A secretária também defendeu uma visão ampliada da economia aplicada ao setor cultural. “Precisamos reinventar a palavra economia. Não uma economia reducionista, limitada à lógica do lucro, mas uma economia da abundância, da prosperidade e da dignidade para os trabalhadores da cultura”, destacou.
O diretor de Políticas para Trabalhadores da Cultura e da Economia Criativa do MinC, Deryk Santana, celebrou a conclusão da etapa presencial da especialização e destacou o impacto da formação para as políticas culturais brasileiras.
“Estamos formando mais de cem quadros para a política pública em todo o Brasil, pessoas que vão atuar na gestão e na condução das políticas culturais neste próximo período. Isso é formação estruturante e é muito importante para a cultura e para a economia criativa do país”, afirmou.
A reitora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, professora Georgina Gonçalves dos Santos, destacou a importância da parceria com o Ministério da Cultura e o papel estratégico da universidade na formação e transformação social dos territórios.
“O que fazemos aqui, ao entrar nesse território e formar novos profissionais, é apresentar o futuro, mas também reconhecer o valor que já existe aqui. Sabemos da importância dessa parceria com o Ministério da Cultura, sobretudo porque ela reforça aquilo que somos enquanto instituição”, afirmou.
Por fim, a ministra enfatizou a potência estratégica da cultura brasileira para o desenvolvimento nacional. “Temos fome de oportunidade, fome de arte e fome de cultura. A cultura brasileira é muito especial, muito potente. É uma riqueza, um tesouro do nosso povo. E é assim que estamos tratando a cultura: como um patrimônio fundamental para o desenvolvimento do Brasil”, concluiu.
EscultAqui
Deryk apresentou oficialmente o EscultAqui, iniciativa voltada à atuação territorial da escola em estados e municípios brasileiros.
“O EscultAqui nos leva a escutar o território, a conhecer de perto as demandas dos trabalhadores da cultura, das cooperativas e dos empreendimentos criativos. A proposta é oferecer consultorias, incubação, aceleração e um atendimento mais personalizado. É a Escult com o pé no chão, presente nos territórios”, explicou.
EscultAqui são espaços físicos vinculados à Escola Solano Trindade de Cultura e Economia Criativa, destinados à assessoria técnica e à consultoria direta para trabalhadoras e trabalhadores, empreendedoras e empreendedores e gestoras e gestores da Cultura e da Economia Criativa. São unidades de referência para orientação profissional e fortalecimento dos Ecossistemas Culturais e Criativos nos territórios.
Segundo o diretor, a meta do Ministério da Cultura é implantar ao menos uma unidade do EscultAqui em cada estado brasileiro até o final deste ano.
Com foco em acessibilidade, inovação e descentralização, Escult Aqui amplia o acesso ao conhecimento técnico e fortalece redes locais da Economia Criativa, contribuindo para a consolidação dos Ecossistemas Culturais e Criativos em todo o país.
Fonte: Ministério da Cultura
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