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Transação garante pagamento de R$ 373 milhões em multas do Cade a cartel do cimento
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A Advocacia-Geral da União (AGU), por meio da Procuradoria-Geral Federal (PGF), celebrou transação com a empresa Intercement Brasil S.A. para o pagamento de multas, no valor de R$ 353 milhões, aplicadas pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) no âmbito de processo administrativo que investigou o chamado “cartel do cimento”. A empresa também assumiu o compromisso de pagamento integral de multas aplicadas a ex-dirigentes sancionados pelo órgão antitruste, no valor de R$ 20 milhões.
A dívida foi quitada pela empresa nesta sexta-feira (29/05), no valor total de R$ 373 milhões, sendo R$ 353 milhões referentes a multas aplicadas à pessoa jurídica e R$ 20 milhões referentes a multas aplicadas às pessoas físicas. Com isso, serão extintas as respectivas ações judiciais que tramitam desde 2015 sem que tenha sido proferida sentença em primeira instância.
A transação tem como fundamento a Lei nº 13.988/2020 e a regulamentação editada pela AGU/PGF para créditos considerados irrecuperáveis ou de difícil recuperação, situação da Intercement, que se encontra em regime de recuperação judicial. O valor original das multas era de R$ 1,2 bilhão. A negociação envolveu desconto de 70% para a quitação em parcela única.
As tratativas foram conduzidas pela Subprocuradoria Federal de Cobrança e Recuperação de Créditos e pelo Núcleo de Negociação da Procuradoria Regional Federal da 3ª Região e contaram com a participação da Procuradoria Federal Especializada junto ao Cade e autorização do Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública.
O ajuste também está alinhado à promoção do desenvolvimento sustentável, uma vez que exige da empresa compromissos que produzem efeitos socioambientais positivos, atinentes aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS 6 – Água potável e saneamento e ODS 12 – Consumo e produção responsáveis).
No caso, a Intercement se comprometeu a promover a preservação e gestão eficiente de recursos hídricos, com redução de desperdício e mitigação de impactos sobre ecossistemas aquáticos e comunidades locais, bem como a adoção de práticas de economia circular, com coprocessamento de resíduos industriais, uso de combustíveis alternativos, reciclagem e logística reversa de embalagens, em conformidade com a Política Nacional de Resíduos Sólidos.
Para a procuradora-geral Federal, Adriana Maia Venturini, a iniciativa está alinhada ao objetivo estratégico da AGU de promover a resolução consensual de controvérsias, ampliando a eficiência na recuperação de créditos das autarquias e fundações públicas. “O acordo permite, com segurança jurídica e por meio de mecanismo institucional adequado, solucionar litígios complexos em matéria de cobrança e reduzir a litigiosidade”, ressalta Venturini.
Assessoria Especial de Comunicação Social da AGU
Fonte: Advocacia-Geral da União
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Brasil e Suriname firmam acordo de cooperação para reforçar o combate ao tráfico de pessoas e ao contrabando de migrantes
Brasília, 29/5/2026 – O Governo Brasileiro e a República do Suriname assinaram, na quinta-feira (28), em Brasília, o Acordo de Cooperação entre a República Federativa do Brasil e a República do Suriname para Fortalecer o Combate ao Tráfico de Pessoas e ao Contrabando de Migrantes. A assinatura ocorreu durante a visita oficial da presidenta do Suriname ao Brasil.
O acordo busca ampliar a cooperação bilateral entre os países em ações de prevenção, investigação e repressão ao tráfico de pessoas e ao contrabando de migrantes, além de fortalecer medidas de proteção, assistência e garantia de direitos às vítimas desses crimes.
A iniciativa está alinhada às diretrizes do IV Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (2024-2028), especialmente no eixo voltado ao fortalecimento da cooperação internacional e da atuação articulada entre instituições nacionais e estrangeiras no combate às organizações criminosas transnacionais.
A parceria também integra a estratégia brasileira de consolidação de instrumentos bilaterais e regionais voltados ao enfrentamento do tráfico de pessoas e do contrabando de migrantes, especialmente em regiões de fronteira e áreas mais vulneráveis à atuação de redes criminosas.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Justiça (Senajus) e da Coordenação-Geral de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Contrabando de Migrantes (CGETP), participou da articulação técnica do instrumento.
O acordo prevê iniciativas de intercâmbio de informações e boas práticas, fortalecimento institucional, capacitação de profissionais, cooperação técnica e articulação entre autoridades competentes dos dois países, com respeito aos marcos legais nacionais e aos compromissos internacionais assumidos por Brasil e Suriname.
A cooperação é considerada estratégica diante dos desafios relacionados à atuação transnacional de organizações criminosas na região amazônica e às dinâmicas migratórias na faixa de fronteira entre os dois países.
Para a secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Guimarães Loula, o acordo representa um passo importante para fortalecer a resposta regional ao tráfico de pessoas e ao contrabando de migrantes.
“A cooperação internacional é um elemento indispensável para enfrentar crimes complexos e transnacionais, como o tráfico de pessoas e o contrabando de migrantes. Esse acordo fortalece a capacidade de atuação conjunta entre Brasil e Suriname, especialmente em uma região estratégica e desafiadora como a Amazônia”, afirmou a secretária.
Ela também destacou a importância da proteção às vítimas e da atuação integrada entre os países.
“Além do enfrentamento às organizações criminosas, o acordo reforça o compromisso dos dois países com a proteção dos direitos humanos, a assistência às vítimas e o desenvolvimento de estratégias coordenadas de prevenção”, completou.
O acordo com o Suriname soma-se à agenda crescente de cooperação internacional desenvolvida pelo Brasil nos últimos anos para enfrentar o tráfico de pessoas e o contrabando de migrantes. Entre 2024 e 2025, foram firmados instrumentos de cooperação e planos de ação com países como Bolívia, Colômbia, França e Reino Unido, além do fortalecimento da articulação regional no âmbito do Mercosul.
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