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TV 3.0 avança no Brasil com lançamento de estação de testes em Brasília (DF)
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A nova era da televisão aberta brasileira começa a ganhar forma. O Ministério das Comunicações, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) lançaram, nesta terça-feira (14), a estação de testes da TV 3.0, em Brasília (DF), marco estratégico para a implantação da nova geração da radiodifusão no país.
Instalada na Torre de TV da capital federal, a estrutura permitirá o início das transmissões experimentais da TV 3.0, com previsão de envio dos primeiros sinais já em 2026. A iniciativa representa um avanço significativo rumo a um modelo mais moderno, inclusivo e integrado à internet, consolidando o Brasil entre os países que lideram a evolução tecnológica da televisão aberta.
“Mais do que um equipamento, esta estação representa um passo concreto rumo a uma transformação profunda na forma como a televisão é produzida, distribuída e consumida pelos brasileiros. Ela permitirá demonstrar, na prática, como essa tecnologia funciona em um ambiente real. Aqui, vamos testar soluções, validar modelos e preparar o caminho para a implementação da TV 3.0 em todo o Brasil”, disse o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.
A estação de testes foi autorizada pela Anatel e será utilizada pela EBC e pela Rede Legislativa, que inclui as TVs Câmara e Senado, para demonstrar, na prática, o funcionamento da nova tecnologia em um ambiente semelhante ao de operação real. Nesta fase inicial, o conteúdo transmitido será o já produzido para a chamada TV 2.5, utilizando a nova faixa de canais destinada ao padrão 3.0, como o canal 253.
Segundo a presidenta da EBC, Antonia Pellegrino, a TV 3.0 marca o início de uma nova era na comunicação e abrange um leque de oportunidades inéditas. “A TV 3.0 oferece mais do que ampliar as possibilidades de interação, localização e organização de conteúdo no âmbito da TV aberta. Trata-se de uma ferramenta democrática para e pela cidadania”, afirma.
Do ponto de vista técnico, a estrutura conta com um transmissor em formato de rack, semelhante aos utilizados em datacenters, instalado no subsolo da Torre de TV e conectado à antena posicionada na própria estrutura. Os equipamentos foram instalados pela Seja Digital, em um projeto financiado com recursos do edital do 4G e conduzido pelo GIRED, grupo da Anatel responsável pela digitalização da TV no Brasil, com participação do Ministério das Comunicações.
“Esta estação, especificamente, será a porta de entrada para a EBC e para a rede legislativa na TV 3.0, em um momento absolutamente singular da história em que a comunicação pública vive sua maior expansão de todos os tempos. Essa estação é fruto de um projeto aprovado e implementado pelo GIRED, grupo do qual participam as organizações aqui presentes: Ministério das Comunicações, Anatel, radiodifusão privada, radiodifusão pública e prestadoras de telecomunicações. Todas essas organizações participam do GIRED, um grupo que hoje tenho a honra de presidir”, disse o conselheiro da Anatel, Octavio Pieranti.
Mais do que um teste técnico, a iniciativa é uma etapa essencial para validar a infraestrutura e preparar todo o ecossistema da TV 3.0 no país. A nova tecnologia promete transformar a experiência do telespectador, com recursos como interatividade avançada, personalização de conteúdo, segmentação regional e qualidade superior de som e imagem.
A TV 3.0 também marca a convergência entre a radiodifusão tradicional e o ambiente digital, aproximando a TV aberta das dinâmicas já presentes nas plataformas online, sem abrir mão do alcance e da gratuidade que caracterizam o serviço no Brasil.
Texto: ASCOM | Ministério das Comunicações • Mais informações: [email protected] | (61) 2027.6086 ou (61) 2027.6628
Fonte: Ministério das Comunicações
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MDS dá as boas-vindas aos novos municípios da Estratégia Alimenta Cidades
Mais de mil municípios brasileiros passam a integrar uma nova etapa da Estratégia Alimenta Cidades, iniciativa do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). O anúncio foi feito durante webinário de boas-vindas, realizado nesta sexta-feira (17.04), que marcou o início do ciclo Alimenta Cidades +1000 e apresentou diretrizes, ferramentas e experiências já implementadas no país.
Entre os exemplos apresentados, está o de Caxias do Sul (RS), que aderiu à estratégia ainda no primeiro edital, em 2024. À frente da implementação local, Cristina Fabian destacou os avanços conquistados desde então, especialmente em contextos de crise.
“Durante as enchentes no Rio Grande do Sul, as cozinhas solidárias tiveram papel fundamental. A experiência mostrou que, como executores da política de segurança alimentar, também precisamos fortalecer essas iniciativas. Foi a partir desse movimento que estruturamos o primeiro fórum de cozinhas solidárias do estado”, relatou.
Coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sesan/MDS), a estratégia chega a uma nova fase com a publicação da Portaria nº 1.178. A ampliação para mais de mil municípios valoriza a atuação da gestão local, ao reconhecer que os territórios são o ponto de partida para respostas mais efetivas.
Com a adesão, os municípios passam a contar com apoio técnico e instrumentos para planejar e executar ações voltadas à garantia do direito à alimentação adequada.
Durante o webinário, a secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, Lilian Rahal, destacou que o país já acumula experiências bem-sucedidas na área.
“O Brasil já demonstrou que é possível construir sistemas alimentares mais justos, saudáveis e sustentáveis. Agora, o desafio é ampliar essa transformação, cidade por cidade, para que nós tenhamos um sistema de segurança alimentar vivo, presente em todos os territórios e é por isso que a gente faz esse chamado para que todos estejam conosco implementando no dia a dia o nosso sistema de segurança alimentar e nutricional”, afirmou.
A diretora do Departamento de Promoção da Alimentação Adequada e Saudável do MDS, Patrícia Gentil, ressaltou que a estratégia contribui para identificar vazios de acesso à alimentação e organizar respostas estruturadas, especialmente em áreas mais vulneráveis.
“Muitas famílias vivem em territórios onde a comida saudável não chega ou chega com baixa qualidade e alto custo. É necessário organizar a ação pública para garantir que alimentos adequados cheguem, sobretudo, a quem mais precisa”, explicou.
SISAN
A secretária extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome do MDS, Valéria Burity, destacou o papel do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) na implementação da estratégia. Segundo ela, cerca de 70% dos municípios já aderiram ao sistema.
A estrutura permite a articulação entre União, estados, municípios e sociedade civil, contribuindo para maior integração e efetividade das políticas públicas.
“Quando falamos em governança, tratamos de intersetorialidade, participação social e melhores resultados. Integrar as ações do Governo Federal com os municípios é fundamental para avançarmos”, afirmou.
Destaque internacional
João Marcelo Intini, representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) afirmou que, dos 33 países que fazem parte da América Latina e do Caribe, o Brasil está entre os 11 que avançaram no combate à fome.
“O Brasil, outra vez, saindo do mapa da fome, é um grande motor de inspiração, é um país que nos inspira, é um país que serve como uma grande referência de compromisso com o enfrentamento das desigualdades sociais e econômicas no campo e na cidade, isso nos serve como uma grande inspiração para dizer que sim, é possível”, afirmou.
Assessoria de Comunicação – MDS
Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome
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