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Boi gordo segue pressionado no fim de junho; frigoríficos reduzem compras e mercado aguarda reação da demanda
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O mercado físico do boi gordo encerra junho sob pressão, com novas quedas nas cotações em importantes praças pecuárias do país. A combinação entre consumo doméstico enfraquecido, escalas de abate confortáveis e menor intensidade nas compras por parte dos frigoríficos continua limitando a recuperação dos preços da arroba.
No mercado paulista, os frigoríficos seguem adquirindo apenas o volume necessário para manter a programação de abates, refletindo o baixo ritmo das vendas de carne bovina no atacado. O cenário também afeta os animais destinados à exportação, especialmente o chamado “boi China”, que perdeu valor diante da desaceleração das compras pelas indústrias habilitadas ao mercado chinês.
As empresas exportadoras acompanham o avanço do preenchimento da cota de exportação para a China, que já supera 65%, o que tem reduzido o apetite por novas aquisições antes da entrada em vigor das novas tarifas sobre parte das operações comerciais.
Arroba acumula pressão no mercado físico
Na abertura da semana, as referências em São Paulo registraram recuo de R$ 2,00 por arroba para o boi gordo, o boi China e a novilha. A vaca gorda apresentou queda ainda maior, de R$ 3,00 por arroba, passando a ser negociada em R$ 315,00/@.
No Oeste do Maranhão, apenas a novilha registrou desvalorização, enquanto as demais categorias permaneceram com preços estáveis.
Os indicadores mais recentes do mercado mostram que a pressão continua predominando. O Indicador Cepea/Esalq fechou a segunda-feira (29) em R$ 338,65 por arroba à vista, enquanto a média paulista a prazo ficou em R$ 342,58 por arroba. Na B3, os contratos futuros seguem próximos desses níveis, refletindo expectativa de estabilidade a ligeiramente baixista para o curto prazo.
Mercado atacadista registra aumento dos estoques
A desaceleração típica do consumo no fim do mês também impactou o mercado atacadista da carne bovina.
Com menor reposição por parte do varejo e aumento da oferta disponível, os estoques nas câmaras frigoríficas cresceram, pressionando os preços das carcaças.
Entre os principais cortes, a carcaça casada do boi capão recuou 1,5%, equivalente a R$ 0,35 por quilo. A do boi inteiro caiu 1,8%, com redução de R$ 0,40 por quilo. Já a carcaça da vaca apresentou retração de 1,6%, enquanto a da novilha recuou 1,1%.
Frango e suíno também registram desvalorização
O enfraquecimento do consumo não atingiu apenas a carne bovina.
As proteínas concorrentes também apresentaram queda de preços. O frango médio registrou desvalorização de 2,7%, enquanto o suíno especial caiu 4,4%, refletindo o menor volume de compras do varejo e a desaceleração da demanda no encerramento do mês.
Perspectiva para julho depende da demanda e das exportações
Analistas avaliam que o mercado permanece em um momento de equilíbrio favorável às indústrias frigoríficas. As escalas de abate continuam relativamente confortáveis e a oferta de animais terminados segue suficiente para atender à demanda atual.
Por outro lado, as exportações de carne bovina continuam sendo um importante fator de sustentação para os preços. Caso os embarques mantenham bom desempenho no início de julho e o consumo interno apresente recuperação após o encerramento do mês, a pressão sobre a arroba poderá diminuir.
Até lá, a expectativa é de um mercado negociando de forma cautelosa, com compradores seletivos e produtores acompanhando atentamente o comportamento das exportações, da demanda doméstica e das escalas de abate.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Festival de Vinhos de Inverno 2026 reúne 40 vinícolas e fortalece enoturismo no interior de São Paulo
A cidade de Espírito Santo do Pinhal (SP) será palco, nos dias 31 de julho e 1º de agosto, da terceira edição do Festival de Vinhos de Inverno, considerado o maior evento do Brasil dedicado aos vinhos produzidos pela técnica da dupla poda. Promovido pelo TurisAgro, o festival reunirá 40 vinícolas de diferentes regiões produtoras e promete consolidar ainda mais a Serra dos Encontros como um dos principais destinos enogastronômicos do país.
Realizado no Clube de Campo Caco Velho, o evento contará com rótulos premiados internacionalmente, incluindo vinhos responsáveis pela conquista de 65 medalhas no Decanter World Wine Awards 2026, uma das mais prestigiadas competições do setor vitivinícola mundial.
Vinhos de inverno ganham protagonismo no Brasil
Com o tema “Experiências que conectam”, o Festival de Vinhos de Inverno busca aproximar produtores, especialistas, expositores e consumidores em um ambiente voltado à valorização da produção nacional, da gastronomia e do turismo rural.
Durante os dois dias de programação, o público poderá degustar vinhos e cafés especiais, conhecer produtores, adquirir garrafas diretamente nos estandes e participar de experiências gastronômicas e culturais. O evento acontecerá das 13h à meia-noite, com atrações musicais distribuídas em diferentes espaços para acompanhar a circulação dos visitantes.
A iniciativa fortalece o movimento dos vinhos de inverno, técnica que vem transformando regiões tradicionalmente cafeeiras em polos de produção de vinhos finos de alta qualidade.
Grandes chefs comandam experiências gastronômicas
A gastronomia será um dos destaques da edição 2026. Com curadoria da jornalista Carolina Daher, o festival amplia os espaços de interação com o público e aposta em experiências culinárias exclusivas.
Entre as atrações está a Cozinha Show, instalada em frente ao palco principal, onde chefs convidados realizarão demonstrações ao vivo e harmonizações especiais.
A chef Morena Leite assume o papel de embaixadora oficial do evento. Também estão confirmados nomes de destaque da gastronomia brasileira, como Tássia Magalhães, Mario Santiago e Jefinho Rueda, além dos chefs mineiros Flávio Trombino, Bruna Martins, Caio Soter e Flávio Molinari.
A proposta é integrar sabores, produtos regionais e vinhos de inverno em experiências que valorizam a identidade gastronômica do Sudeste brasileiro.
Serra dos Encontros se consolida como polo do enoturismo
Conhecida como Serra dos Encontros, a região que engloba os municípios de Espírito Santo do Pinhal e Santo Antônio do Jardim, em São Paulo, além de Jacutinga e Albertina, em Minas Gerais, vem se destacando nacionalmente pela produção de vinhos de inverno de alta complexidade.
Tradicionalmente ligada à cafeicultura, a região passou a atrair investimentos em vitivinicultura, turismo rural, gastronomia e produção de alimentos artesanais, tornando-se referência em experiências ligadas ao campo.
Segundo dados do TurisAgro, a região concentra mais de 100 projetos vitivinícolas em um raio de 100 quilômetros de Espírito Santo do Pinhal. Atualmente, são 285 hectares cultivados com videiras, mais de 1,14 milhão de mudas comercializadas e uma produção anual estimada em 1,5 milhão de garrafas.
Além dos vinhos, o território se destaca pela produção de cafés especiais, azeites, queijos artesanais e pela forte vocação para o turismo de experiência.
Evento reúne vinícolas de São Paulo e Minas Gerais
A edição 2026 contará com produtores de diversas cidades dos estados de São Paulo e Minas Gerais, evidenciando o crescimento da vitivinicultura em diferentes regiões brasileiras.
Entre os municípios representados estão Albertina, Andradas, Jacutinga, São Gonçalo do Sapucaí, Boa Esperança, Três Corações e Uberaba, em Minas Gerais, além de Espírito Santo do Pinhal, Santo Antônio do Jardim, São Roque, Campinas, Ribeirão Preto, Amparo, Limeira, Águas da Prata, São Bento do Sapucaí e São João da Boa Vista, em São Paulo.
Com a combinação de vinhos premiados, gastronomia de excelência e turismo rural, o Festival de Vinhos de Inverno reforça o potencial econômico da vitivinicultura brasileira e consolida Espírito Santo do Pinhal como um dos principais destinos do enoturismo nacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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