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Brasil reconhece, por lei, a Rota Turística das Cidades Coloniais Alagoanas

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Sete municípios alagoanos agora fazem parte de um circuito oficial de viagens. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei 15.444, que institui a Rota Turística das Cidades Coloniais Alagoanas, um projeto que nasce com o objetivo de incentivar e fortalecer o turismo de aventura, de natureza e histórico na região.

A lei é assinada também pelo ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, que celebrou a criação da rota, afirmando que a medida valoriza a preservação da história e da diversidade cultural do Nordeste. “Os sete municípios que fazem parte da rota guardam um patrimônio arquitetônico, material e imaterial riquíssimo. Agora, nosso papel é transformar esse imenso potencial, levando mais turistas para a região, estruturando, qualificando e promovendo esse roteiro, o que vai gerar mais emprego e renda para o povo alagoano”, disse.

Conheça a rota

A rota abrange cidades que possuem patrimônios reconhecidos pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan):

* Marechal Deodoro: primeira capital de Alagoas, preserva casarões, igrejas e conjuntos arquitetônicos do período colonial;

* Penedo: às margens do Rio São Francisco, reúne um dos mais importantes conjuntos históricos coloniais do Nordeste, com igrejas e construções dos séculos 17 e 18;

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– Piranhas: teve papel estratégico na navegação do Rio São Francisco durante os Períodos Imperial e Republicano;

* Delmiro Gouveia: recebeu a primeira usina hidrelétrica da região Nordeste, inaugurada em 1913. Possui herança ligada à industrialização do sertão nordestino;

– União dos Palmares: o município abriga a Serra da Barriga, local associado ao Quilombo dos Palmares e à resistência negra no período colonial;

– Porto Calvo: uma das cidades mais antigas de Alagoas, teve importância estratégica no Período Colonial e em conflitos entre portugueses e holandeses;

– Água Branca: possui construções históricas ligadas à ocupação colonial do interior nordestino.

A nova legislação garante o apoio direto de programas oficiais, via Ministério do Turismo, voltados ao planejamento, à divulgação e à estruturação das atrações locais, com foco no fortalecimento do turismo, de forma integrada.

Por Bárbara Magalhães

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Dos bastidores aos palcos: Maracanaú (CE) protagoniza o último episódio da websérie do Ministério do Turismo

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Antes de as quadrilhas entrarem na arena, o São João de Maracanaú (CE) já mobilizava centenas de profissionais, que passaram meses preparando uma das maiores festas populares do país. Em 2026, o evento atraiu mais de 2,7 milhões de pessoas ao longo de 30 dias de programação e injetou mais de R$ 110 milhões na economia local. É justamente esse lado pouco conhecido, mas fundamental, que ganha destaque no quinto e último episódio da websérie “Destino: Festas Juninas”, produzida pelo Ministério do Turismo (MTur).

O capítulo batizado de “A Explosão da Arena” revela os bastidores da produção das quadrilhas juninas, a grandiosa montagem da cidade cenográfica e os palcos que receberam atrações nacionais e artistas locais durante toda a programação.

Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o São João de Maracanaú é um exemplo claro de como a cultura e o turismo caminham juntos e geram resultados. “O episódio mostra que, por trás de uma grande festa, existe uma forte cadeia produtiva, que gera mais de 4 mil empregos e fortalece a identidade local”, afirma.

A força dos bastidores

Meses antes de a festa começar, a costureira Leide Ferreira já trabalhava na confecção dos figurinos que brilhariam na arena. Somente nesta edição, ela produziu cerca de 200 peças e já tem encomendas para o próximo ano. “Eu só vou parar mesmo quando o São João disser que terminou”, brinca.

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Paulo Salomão Matarazzo, coordenador do Quadrilhódromo (arena que sedia os festivais), ressalta que cada apresentação mobiliza muito mais profissionais do que o público imagina. “A quadrilha é muito mais do que o grupo que entra na arena. Tem costureiras, bordadeiras, aderecistas e muita gente trabalhando duro para fazer aquele espetáculo acontecer”, explica.

O episódio também valoriza o olhar do artista visual Weybher Ferreira, responsável pelas pinturas da Cidade Cenográfica. “É um trabalho que as pessoas não veem muito. A gente está nos bastidores, repintando o tablado e preparando tudo para deixar no capricho, bonito para o público”, orgulha-se.

Quando a festa ganha vida

Com a abertura dos portões, todo o suor dos bastidores se transforma em espetáculo. Ao longo de 30 dias, o São João de Maracanaú, de 2026, reuniu cerca de 450 atrações culturais, aproximadamente 250 quadrilhas distribuídas em sete festivais e um impressionante público de 2,7 milhões de visitantes.

Para o cantor Preto Joia, o evento é uma vitrine fundamental para os músicos da região. “É muito importante quando vêm grandes atrações, porque elas trazem turistas, e isso faz com que as pessoas conheçam também o nosso trabalho ao vivo, com o nosso tempero e a nossa identidade”, avalia.

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E quem visita a festa percebe de imediato o resultado de tamanha preparação. A turista Natália Matos, de Fortaleza, voltou ao São João pelo segundo ano consecutivo e conta que a infraestrutura foi um dos principais motivos do retorno. “A decoração é muito impactante desde a entrada. No ano passado eu vim e aproveitei tudo, mas este ano a estrutura e as cores das roupas das quadrilhas profissionais me surpreenderam ainda mais. Quem não veio, perdeu”, garante.

Sobre o projeto “Destino: Festas Juninas”

Lançada pelo MTur, a iniciativa multiplataforma dá visibilidade aos bastidores de cinco dos maiores polos festivos do Nordeste: Campina Grande (PB), Caruaru (PE), Mossoró (RN), Maracanaú (CE) e Petrolina (PE). 

Por meio de 10 episódios de uma websérie para as redes sociais e uma série de rádio, o projeto joga luz sobre as pessoas que fazem a festa acontecer. A narrativa mostra como a preservação de uma das mais importantes manifestações culturais do país atua como engrenagem fundamental para impulsionar o turismo, movimentar a economia e gerar oportunidades para a população local.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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