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MMA debate restauração da vegetação nativa em unidades de conservação federais

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) participou, na última semana, do evento paralelo “Planaveg em UCs Federais: Programas e Projetos que subsidiam a política e a implementação da restauração inclusiva”, realizado durante o XII Seminário Brasileiro e VII Encontro Latino-americano sobre Áreas Protegidas e Inclusão Social (SAPIS e ELAPIS), na Universidade de Brasília (UnB).

A atividade reuniu representantes de instituições públicas, programas de cooperação e iniciativas voltadas à restauração ecológica para debater o papel estratégico das unidades de conservação federais na ampliação da recuperação da vegetação nativa no Brasil.

O encontro discutiu avanços da restauração em áreas protegidas federais e sua contribuição para a implementação do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg). O debate destacou que, além do passivo ambiental em propriedades rurais, existem extensas áreas públicas passíveis de recuperação, inclusive dentro das unidades de conservação federais, o que amplia o potencial de escala da restauração no país.

A agenda ocorre em um contexto de fortalecimento das políticas nacionais de recuperação da vegetação nativa. O Planaveg integra estratégias voltadas à ampliação da restauração em larga escala e está associado ao compromisso brasileiro de recuperar 12 milhões de hectares até 2030, incluindo áreas localizadas em unidades de conservação e terras indígenas.

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Durante o evento, também foram debatidos instrumentos de monitoramento e reporte das áreas em recuperação, atualmente em discussão no âmbito da Comissão Nacional para Recuperação da Vegetação Nativa (Conaveg).

A programação apresentou experiências de programas e projetos implementados em unidades de conservação federais com apoio de financiamentos internacionais não reembolsáveis, parcerias público-privadas e outras formas de cooperação. Entre as iniciativas destacadas estiveram ações apoiadas pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), como o Projeto Paisagens Sustentáveis da Amazônia (ASL Brasil) e o programa Restaura Biomas, além de iniciativas financiadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), como o Restaura Amazônia e o Floresta Viva.

Outro tema abordado foi a restauração inclusiva, estratégia que busca integrar a recuperação ambiental ao fortalecimento da participação social e da geração de renda nos territórios. A abordagem envolve comunidades locais, povos e comunidades tradicionais, organizações comunitárias, coletores de sementes, viveiristas e demais atores da cadeia da restauração.

No âmbito do ASL Brasil, a restauração inclusiva está associada à gestão integrada da paisagem, ao fortalecimento das cadeias da sociobiodiversidade e à valorização de soluções territoriais construídas de forma participativa. A iniciativa contribui para demonstrar como ações de recuperação da vegetação nativa podem gerar resultados ambientais e sociais articulados a estratégias de governança e desenvolvimento sustentável.

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A proposta em elaboração do Programa Nacional de Restauração em Unidades de Conservação Federais também dialoga com compromissos nacionais e internacionais assumidos pelo Brasil, como a Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC), as Metas 2 e 3 do Marco Global da Biodiversidade e a Década da Restauração de Ecossistemas da ONU. O programa busca orientar, organizar e ampliar as iniciativas de recuperação da vegetação nativa em áreas protegidas federais.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
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Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Mercado do boi gordo ganha ritmo em maio com expectativa de consumo na Copa do Mundo e exportações aquecidas

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O mercado físico do boi gordo apresentou maior movimentação ao longo de maio, impulsionado pela expectativa de aumento no consumo de carne bovina durante a Copa do Mundo e pelo desempenho consistente das exportações brasileiras. A combinação entre demanda doméstica mais ativa e embarques robustos ao mercado internacional sustentou o interesse dos frigoríficos nas negociações.

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, os frigoríficos apostaram em uma melhora gradual do consumo interno nas primeiras semanas de junho, período tradicionalmente associado ao aumento da demanda por proteínas. Além disso, os Estados Unidos, sede do evento esportivo, ampliaram significativamente as compras de carne bovina brasileira durante o mês.

Apesar do maior volume de negócios, os preços da arroba permaneceram pressionados na maior parte das regiões pecuárias do país, refletindo a melhora da oferta de animais terminados. A exceção ocorreu em estados da Região Norte, como Pará e Rondônia, onde pecuaristas reduziram o ritmo de vendas diante das boas condições das pastagens, sustentando valorização da arroba.

Mercado acompanha exportações para a China e debate sobre cotas

Outro fator acompanhado de perto pelo setor foi o comportamento das exportações destinadas à China. O mercado monitora a possibilidade de esgotamento das cotas de exportação brasileiras entre junho e julho, cenário que pode impactar o fluxo comercial nos próximos meses.

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Até o momento, no entanto, não houve avanços concretos nas negociações envolvendo o pedido brasileiro de ampliação das cotas durante a missão comercial realizada recentemente no país asiático.

Arroba do boi gordo registra oscilações nas principais praças pecuárias

Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo apresentaram comportamento misto em maio, com predominância de estabilidade e recuos moderados em importantes regiões produtoras.

Confira as cotações registradas em 28 de maio:

  • São Paulo (Capital): R$ 355,00/@, estável em relação ao fim de abril;
  • Goiânia (GO): R$ 330,00/@, queda de 2,94%;
  • Uberaba (MG): R$ 325,00/@, recuo de 4,41%;
  • Dourados (MS): R$ 350,00/@, sem alterações;
  • Cuiabá (MT): R$ 355,00/@, baixa de 1,39%;
  • Vilhena (RO): R$ 335,00/@, avanço de 1,52%.

Segundo analistas do setor, o comportamento dos preços segue diretamente ligado ao aumento da oferta de animais prontos para abate e à postura cautelosa dos frigoríficos diante do consumo doméstico ainda irregular.

Carne bovina perde competitividade no atacado

No mercado atacadista, os preços da carne bovina registraram queda ao longo de maio, pressionados pela concorrência mais agressiva de proteínas substitutas, especialmente carne de frango e carne suína.

O quarto dianteiro bovino encerrou o período cotado a R$ 21,50 por quilo, representando retração de 8,51% frente aos R$ 23,50 registrados no fim de abril.

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Já os cortes do traseiro bovino foram negociados a R$ 27,00 por quilo, com baixa de 5,26% na comparação mensal.

A expectativa do setor é de recuperação gradual das cotações no início de junho, impulsionada pelo aumento sazonal do consumo durante a realização da Copa do Mundo.

Exportações de carne bovina disparam em maio

As exportações brasileiras de carne bovina fresca, congelada e refrigerada mantiveram forte desempenho em maio. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o país embarcou 203,48 mil toneladas nos primeiros 15 dias úteis do mês, com média diária de 13,56 mil toneladas.

A receita obtida com os embarques alcançou US$ 1,321 bilhão, com média diária de US$ 88,07 milhões. O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 6.492,40.

Na comparação com maio de 2025, os números mostram forte crescimento:

  • Alta de 63,1% na receita média diária;
  • Avanço de 30,7% no volume médio diário exportado;
  • Valorização de 24,8% no preço médio da tonelada.

O cenário reforça o protagonismo da carne bovina brasileira no mercado internacional e mantém o setor atento às oportunidades de ampliação das vendas externas ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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