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Ação regressiva por acidente de trabalho restitui R$ 2,1 milhões ao INSS
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A Advocacia-Geral da União (AGU) garantiu ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a restituição imediata de mais de R$ 2,1 milhões, por meio de acordo que encerrou ação regressiva relacionada a acidente de trabalho ocorrido em 2022, em Curitiba. O caso, envolvendo um operário de 45 anos puxado pelo cilindro de um torno mecânico, foi solucionado consensualmente um ano após o ajuizamento da ação.
A ação foi ajuizada em abril de 2025 pela Equipe de Ações Regressivas da Subprocuradoria Federal de Cobrança e Recuperação de Créditos (Subcob/PGF), diante da negligência de uma empresa que atua na fabricação de máquinas e equipamentos para a indústria têxtil.
No processo, o INSS buscava o ressarcimento de valores despendidos a título de benefícios por incapacidade concedidos ao trabalhador acidentado, levando em conta a projeção de pagamento de benefício até fevereiro de 2054.
O acidente
O trabalhador atuava como torneiro mecânico na empresa quando foi puxado pelo cilindro de um torno. Em razão da gravidade das lesões, recebeu inicialmente auxílio previdenciário por incapacidade temporária, posteriormente convertido em aposentadoria por incapacidade permanente.
Conforme destacado na ação, a fiscalização do trabalho constatou que a empresa não comprovou o treinamento adequado do empregado para operação da máquina, em desacordo com a Norma Regulamentadora nº 12 (NR-12). O equipamento também não dispunha de sistemas mínimos de segurança, como proteções destinadas a impedir o acesso a áreas de risco durante a operação. Além disso, a empresa não realizou análise prévia dos riscos envolvidos na atividade.
Ressarcimento e prevenção
Por meio de acordo realizado pelo Núcleo de Negociação da Equipe de Cobrança da Procuradoria Regional Federal da 4ª Região, a empresa reconheceu o débito e quitou o valor total de R$ 2.179.289,55 à vista, em abril de 2026. O desfecho célere resultou na extinção do processo em apenas um ano.
“A solução consensual do litígio permitiu a recuperação imediata de um crédito que poderia levar cerca de 30 anos para ingressar completamente nos cofres públicos, além de reafirmar a importância do cumprimento das normas de segurança no ambiente de trabalho”, destacou a procuradora federal Ângela Onzi Rizzi, responsável pela Equipe de Cobrança Judicial da PRF4.
A procuradora ressaltou ainda o caráter preventivo e pedagógico das ações regressivas, ao estimular a adoção de medidas efetivas de proteção à saúde e à integridade física dos trabalhadores.
“Para além do ressarcimento ao INSS, essas ações buscam conscientizar empregadores sobre a necessidade de oferecer ambientes laborais seguros, contribuindo para a redução de acidentes de trabalho e evitando impactos humanos, familiares e sociais decorrentes de situações que poderiam ser prevenidas”, completou.
Processo: 5021171-51.2025.4.04.7000 – 2ª VF de Curitiba/PR
Assessoria Especial de Comunicação Social da AGU
Fonte: Advocacia-Geral da União
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Ação da Fundação Casa de Rui Barbosa contribui para prisão de um dos maiores ladrões de livros raros do país
A Fundação Casa de Rui Barbosa, instituição vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), colaborou diretamente com as investigações que resultaram na prisão de Laéssio Rodrigues de Oliveira, conhecido nacionalmente por furtos de obras raras, livros históricos e documentos de alto valor patrimonial em instituições culturais brasileiras.
O caso envolvendo a Fundação ocorreu após a identificação de uma tentativa de cooptação de um profissional de segurança da instituição para substituir uma obra original do acervo por uma réplica, mediante oferta de vantagem indevida. A partir da abordagem, a Fundação registrou notícia-crime, acionou imediatamente a Polícia Federal e os órgãos competentes e colaborou diretamente com as investigações conduzidas pelas autoridades.
“A agilidade da Fundação Casa de Rui Barbosa em formalizar a denúncia foi decisiva para as investigações que levaram à prisão de Laéssio. Esse desfecho também evidencia a importância da atuação articulada entre as instituições. O Sistema MinC, através do IBRAM e FBN, e a Polícia Federal através da Delegacia de Crimes contra o Patrimônio e o Meio Ambientes, foram fundamentais para o êxito dessa importante ação em defesa do patrimônio cultural brasileiro”, destacou o presidente da Fundação Casa de Rui Barbosa, Alexandre Santini.
Conhecido por utilizar a identidade de pesquisador para acessar acervos raros, Laéssio teve seu nome associado a furtos e desaparecimentos em instituições como a Biblioteca Nacional, o Museu Nacional de Belas Artes, o Arquivo Nacional e a Fundação Oswaldo Cruz, além de bibliotecas universitárias e coleções privadas em diferentes estados do país.
A atuação da Fundação Casa de Rui Barbosa reafirma a importância das políticas públicas de preservação, segurança institucional e salvaguarda da memória nacional, consolidando a instituição como referência na proteção do patrimônio bibliográfico, arquivístico e museológico brasileiro.
A Fundação Casa de Rui Barbosa destaca que o episódio evidencia a necessidade permanente de fortalecimento das políticas de preservação e segurança dos acervos públicos brasileiros, especialmente diante da relevância histórica, científica e cultural desses patrimônios.
Informações
Contato para imprensa/ Marcela Canéro: (21) 97935-7017
Reportagem do Fantástico: Vídeo: Imagens exclusivas mostram como agia o maior ladrão de livros raros do Brasil. | Fantástico | G1
Fonte: Ministério da Cultura
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