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Bailique recebe ações para impulsionar produção de açaí e atividade pesqueira
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Macapá (AP) – Localizado na foz do Rio Amazonas, o Arquipélago do Bailique, no Amapá, é formado por um conjunto de oito ilhas e possui grande potencial econômico na produção de açaí. Entre as mais de 50 comunidades da área, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) esteve, nesta terça-feira (9), na localidade São João Batista com ações de fortalecimento das Rotas de Integração Nacional. Agricultores familiares da região receberam acesso facilitado ao Microcrédito Pertinho da Gente e o anúncio de equipamentos para a colônia de pescadores.
O ministro Waldez Góes acompanhou a agenda que integrou a programação de lançamento da campanha Renova Bailique, um movimento comunitário criado pela Associação de Comunidades Tradicionais do Bailique (ACT-B). O objetivo é mobilizar a união de instituições públicas e privadas em torno das demandas apontadas pelos moradores.
O produtor de açaí Sandro Nunes aproveitou para acessar o Microcrédito Produtivo Orientado pela segunda vez. Depois de utilizar o primeiro financiamento para comprar uma embarcação nova, Sandro retornou ao programa para adquirir o AçaíBot, equipamento projetado para automatizar e facilitar a extração de açaí, além de reduzir o esforço físico e aumentar a eficiência do manejo do fruto. “O primeiro crédito eu fiz com a minha esposa para a compra de uma embarcação. Agora que já quitamos, viemos fazer outro, dessa vez para comprar o ‘robô de tirar açaí’. A gente já tem toda experiência com a plantação e colheita, agora vamos aprender a usar ele”, celebrou o produtor.
Equipes da Caixa e Banco da Amazônia (Basa) realizaram atendimentos durante o evento, com acesso facilitado para produtores familiares e pequenos empreendedores. De acordo com dados do Basa, neste ano já foram feitos cerca de 700 acordos de crédito na região do arquipélago. “Podem contar com a gente na questão do açaí, do mel, da piscicultura, dos óleos vegetais, ecoturismo e financiamento. O Governo do Brasil está cada vez mais presente nas comunidades mais isoladas, garantindo que políticas públicas alcancem o maior público possível. O microcrédito é uma oportunidade de crescimento para muitas famílias e de desenvolvimento para as comunidades. Com o Bailique não será diferente”, afirmou o ministro Waldez Góes.
Rota do Pescado
Além do suporte direto aos produtores de açaí, o ministro anunciou a doação de três fábricas de gelo para a Colônia de Pescadores do Bailique. A ação, vinculada à Rota do Pescado, ajudará na redução de desperdícios e a manter a qualidade do peixe por mais tempo. Os equipamentos ficarão distribuídos entre as principais comunidades, de modo a facilitar o uso por diferentes localidades.
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Fonte: Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional
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Ministra assina portaria que institucionaliza a Escult e lança oficialmente o EscultAqui Recôncavo
O Ministério da Cultura (MinC) e a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) deram mais um passo no fortalecimento das políticas públicas de cultura e da economia criativa no país. Nesta terça-feira (9), em Cachoeira (BA), durante o II Encontro Presencial da Especialização em Política e Gestão Cultural, foi realizada a assinatura da portaria que institucionaliza a Escola Solano Trindade de Cultura e Economia Criativa (Escult), o lançamento oficial do EscultAqui e a inauguração do Escritório EscultAqui Recôncavo.
Durante a abertura, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, realizou uma palestra magna e destacou a importância da formação, da ciência, da tecnologia e das políticas públicas como ferramentas fundamentais para o desenvolvimento social e cultural do Brasil.
“Precisamos ter proposta de futuro. Estamos falando de um país construído na coletividade. No nosso setor, o talento pode ser individual, mas a realização da arte e da cultura é coletiva”, afirmou.
A ministra ressaltou ainda que iniciativas de formação como a Escult representam instrumentos concretos de fortalecimento dos trabalhadores da cultura. “Cada aprendizado é uma ferramenta de fortalecimento do setor cultural brasileiro. É mais uma pessoa preparada para defender essas conquistas e compreender o valor que elas têm para o país”, disse.
Margareth Menezes também celebrou a expansão da Escola Solano Trindade e a parceria com instituições federais de ensino para ampliar o alcance das ações formativas em todo o país.
“Quando pensamos na Escult, parecia algo muito grande imaginar uma escola nesse formato. Mas o ambiente digital amplia o acesso e acelera os processos de formação. E nós não poderíamos fazer isso sozinhos. Por isso, estamos construindo essas ações em parceria com universidades e institutos federais em diferentes regiões do país”, destacou.
A secretária de Economia Criativa do MinC, Cláudia Leitão, ressaltou o crescimento das iniciativas estruturantes da secretaria e o papel da formação para o fortalecimento da economia criativa no país.
“É impressionante perceber quantas coisas estão nascendo dentro de uma pequena secretaria. A Diretoria dos Trabalhadores da Cultura nasce junto com a Escult, nasce junto com o EscultAqui, nasce junto com o Observatório Celso Furtado de Economia Criativa. São muitas iniciativas sendo construídas ao mesmo tempo”, afirmou.
Segundo Cláudia Leitão, a Escult continuará ampliando sua atuação nos próximos anos. “Isso aqui é só o começo. A Escult vai avançar da formação livre até o doutorado profissional. É para esse lugar que estamos caminhando”, disse.
A secretária também defendeu uma visão ampliada da economia aplicada ao setor cultural. “Precisamos reinventar a palavra economia. Não uma economia reducionista, limitada à lógica do lucro, mas uma economia da abundância, da prosperidade e da dignidade para os trabalhadores da cultura”, destacou.
O diretor de Políticas para Trabalhadores da Cultura e da Economia Criativa do MinC, Deryk Santana, celebrou a conclusão da etapa presencial da especialização e destacou o impacto da formação para as políticas culturais brasileiras.
“Estamos formando mais de cem quadros para a política pública em todo o Brasil, pessoas que vão atuar na gestão e na condução das políticas culturais neste próximo período. Isso é formação estruturante e é muito importante para a cultura e para a economia criativa do país”, afirmou.
A reitora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, professora Georgina Gonçalves dos Santos, destacou a importância da parceria com o Ministério da Cultura e o papel estratégico da universidade na formação e transformação social dos territórios.
“O que fazemos aqui, ao entrar nesse território e formar novos profissionais, é apresentar o futuro, mas também reconhecer o valor que já existe aqui. Sabemos da importância dessa parceria com o Ministério da Cultura, sobretudo porque ela reforça aquilo que somos enquanto instituição”, afirmou.
Por fim, a ministra enfatizou a potência estratégica da cultura brasileira para o desenvolvimento nacional. “Temos fome de oportunidade, fome de arte e fome de cultura. A cultura brasileira é muito especial, muito potente. É uma riqueza, um tesouro do nosso povo. E é assim que estamos tratando a cultura: como um patrimônio fundamental para o desenvolvimento do Brasil”, concluiu.
EscultAqui
Deryk apresentou oficialmente o EscultAqui, iniciativa voltada à atuação territorial da escola em estados e municípios brasileiros.
“O EscultAqui nos leva a escutar o território, a conhecer de perto as demandas dos trabalhadores da cultura, das cooperativas e dos empreendimentos criativos. A proposta é oferecer consultorias, incubação, aceleração e um atendimento mais personalizado. É a Escult com o pé no chão, presente nos territórios”, explicou.
EscultAqui são espaços físicos vinculados à Escola Solano Trindade de Cultura e Economia Criativa, destinados à assessoria técnica e à consultoria direta para trabalhadoras e trabalhadores, empreendedoras e empreendedores e gestoras e gestores da Cultura e da Economia Criativa. São unidades de referência para orientação profissional e fortalecimento dos Ecossistemas Culturais e Criativos nos territórios.
Segundo o diretor, a meta do Ministério da Cultura é implantar ao menos uma unidade do EscultAqui em cada estado brasileiro até o final deste ano.
Com foco em acessibilidade, inovação e descentralização, Escult Aqui amplia o acesso ao conhecimento técnico e fortalece redes locais da Economia Criativa, contribuindo para a consolidação dos Ecossistemas Culturais e Criativos em todo o país.
Fonte: Ministério da Cultura
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