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Brasil Digital já beneficia mais de 10 milhões de pessoas com acesso gratuito à televisão pública, legislativa e educativa em todas as regiões do país

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A comunicação pública está sendo fortalecida em todo o país com as ações do Brasil Digital. O programa amplia o acesso da população brasileira à TV pública, educativa e legislativa por meio de sinal digital aberto e gratuito. A iniciativa já instalou 55 estações, beneficiando 10,4 milhões de pessoas em 147 municípios de todas as regiões do país. A meta para o segundo semestre de 2026 é implantar outras 75 estações.

Os dados foram apresentados durante evento de balanço promovido pelo Ministério das Comunicações, pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), nesta quarta-feira (1º), em Brasília (DF).

O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, defendeu que investir na evolução do Brasil Digital é ampliar a capilaridade da comunicação pública, principalmente nas áreas mais remotas do país. “Nesse momento de tanta desinformação, levar os canais abertos públicos fortalece a democracia e garante a geração de conteúdo seguro para a população”, destacou o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.

Com investimento de R$ 208 milhões provenientes do Novo PAC e do Leilão do 4G, o Brasil Digital leva os sinais digitais da Rede Legislativa e dos canais da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) a municípios que ainda não contavam com essa programação, em parceria com instituições públicas, como universidades, câmaras municipais e assembleias legislativas.

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”O balanço de hoje não é só sobre números, tecnologias, novas estações de transmissão. É também um balanço do aumento da cidadania e da garantia de direitos”, reforçou a presidente da EBC, Antonia Pellegrino.

As 55 estações entregues pelo programa até o momento estão distribuídas por todas as regiões do país. O Norte e o Nordeste concentram 14 instalações cada. O Sudeste contabiliza 11 estações, seguido pelas regiões Sul, com 10, e Centro-Oeste, com seis.

“Em cada localidade atendida, a população ganha mais qualidade de imagem, estabilidade no sinal e acesso a um conteúdo público de qualidade”, afirmou o ministro Frederico de Siqueira Filho.

Coordenado pelo Ministério das Comunicações, com apoio da Anatel, por meio do Grupo de Implantação do Processo de Redistribuição e Digitalização de Canais de TV e RTV (Gired), o Brasil Digital fortalece a comunicação pública e amplia o acesso da população a conteúdos de educação, cidadania, cultura e prestação de serviços.

Para o conselheiro da Anatel, Octavio Pieranti, o programa representa a maior expansão da história da comunicação pública. “Essas estações geram empregos, estimulam a economia, abrem espaço para produção audiovisual, jornalismo, ajudam no combate à desinformação e formam novos profissionais para emissoras públicas e privadas”, ressaltou.

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O presidente da Anatel, Carlos Baigorri, acrescentou que “quando políticas públicas têm objetivos claros é possível levar cidadania, democracia e informação para os cantos e recantos do nosso país”.

Nos municípios contemplados, a população passa a ter acesso gratuito a canais como TV Brasil, Canal Gov, Canal Educação, Canal Saúde, além da TV Câmara, TV Senado, TV Assembleia e, onde houver, aos canais das câmaras municipais.

Sobre o programa

O Brasil Digital seleciona instituições parceiras, como órgãos da administração pública, universidades e câmaras municipais, para a gestão da infraestrutura básica. O Ministério das Comunicações, por sua vez, é responsável pela aquisição e implantação das estações, além da doação dos equipamentos transmissores.

O objetivo central é ampliar a oferta do serviço de radiodifusão em municípios onde a EBC e a Rede Legislativa ainda não dispõem de estações licenciadas.

 

Fonte: Ministério das Comunicações

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BRASIL & MUNDO

Conexão Células BIM fortalece rede nacional de instituições de ensino do Construa Brasil

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Encontro virtual promovido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e pelo Ministério da Educação (MEC) reuniu na última semana professores e estudantes de instituições de ensino que integram as Células BIM do programa Construa Brasil, com o objetivo de compartilhar experiências e ampliar a disseminação da construção digitalizada no ambiente acadêmico.

BIM (Modelagem da Informação da Construção, na sigla em inglês) é o conjunto integrado de processos e tecnologias que permite criar, utilizar, atualizar e compartilhar, colaborativamente, modelos digitais de uma construção, de forma a servir potencialmente a todos os participantes do empreendimento durante o ciclo de vida da construção. O seu uso antecipa eventuais problemas que não eram possíveis de serem identificados no método tradicional de elaboração de projetos, além de diminuir tempo de execução de obra.

Denominado “Conexão Células BIM Construa Brasil: Compartilhando práticas, transformando o futuro da construção civil no Brasil”, o encontro contou com representantes da Universidade Federal do Paraná (UFPR), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e da Universidade Federal do Pará (UFPA). Essas são as primeiras instituições a contarem com Células BIM implantadas. Outras 10 recebem atualmente mentorias para seguirem o mesmo caminho.

As Células BIM são grupos formados por professores e estudantes dedicados à elaboração e ao desenvolvimento de Planos de Implementação BIM Curricular (PIBc) nos cursos de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo e áreas correlatas. A iniciativa contribui para aproximar a formação acadêmica das novas demandas da construção civil, estimulando a transformação digital, a inovação e o uso de tecnologias colaborativas no setor.

“O que a gente faz com as Células BIM é parte de um plano maior, muito desafiador, que é o alinhamento entre as políticas de desenvolvimento do país, a política industrial e a política educacional. Nós precisamos formar talentos que estejam aptos a ocupar as profissões que correspondam aos desafios identificados para o setor produtivo. E, além disso, essas pessoas precisam se formar e precisam encontrar ocupações de qualidade”, avalia o diretor de Desenvolvimento da Indústria de Bens de Consumo Não Duráveis e Semiduráveis do MDIC, Rafael Codeço.

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Já a coordenadora-geral de Pesquisa e Inovação do MEC, Mariana Gaete, destacou a importância da atualização profissional e da regionalização da iniciativa.

“Essa parceria é muito importante para nós, pois está alinhada às ações que a gente vem desenvolvendo na Secretaria de Educação Superior, especialmente na promoção da interação entre universidade, setor produtivo e as demandas concretas da sociedade. As universidades e os institutos federais são verdadeiros indutores regionais. Essa preocupação do MDIC, de incluir todas as regiões, é muito importante e muito enriquecedora”.

O evento também marcou o lançamento do certificado oficial das Células BIM Construa Brasil, que reconhecerá a participação de estudantes, professores e colaboradores envolvidos na iniciativa. Além disso, foi apresentada a comunidade Conexão Células BIM Construa Brasil, criada para manter um espaço permanente de integração entre as instituições participantes, com troca de boas práticas, divulgação de oportunidades, eventos e iniciativas relacionadas ao BIM.

“O debate evidenciou de forma prática as diretrizes e os caminhos que as instituições de ensino devem trilhar para integrar, de forma definitiva, essa tecnologia em seus currículos”, disse o professor José Vidal de Figueiredo, que é coordenador de equipe de Célula BIM do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), um das instituições que recebem mentoria para implantação de célula.

A programação contou ainda com a participação do BIM Fórum Brasil (https://bimforum.org.br/).

A ação está alinhada aos objetivos do Construa Brasil de incentivar a digitalização da construção brasileira por meio da difusão do BIM e do estímulo ao desenvolvimento de novas tecnologias no setor. Também contribui para o fortalecimento da Estratégia Nacional de Disseminação do BIM — Estratégia BIM BR.

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Sobre o Construa Brasil

O Projeto Construa Brasil é resultado do Termo de Colaboração celebrado entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e a Rede Catarinense de Inovação (Recepeti), e faz parte da Nova Indústria Brasil (NIB).

Suas iniciativas visam desburocratizar, digitalizar e industrializar o setor da construção, promovendo a melhoria do ambiente de negócios, a geração de empregos, o aumento da produtividade e o crescimento da economia brasileira. Para mais informações sobre o Projeto Construa Brasil, acesse: www.gov.br/mdic/construabrasil.

Estratégia BIM BR

O projeto Construa Brasil está alinhado à Estratégia BIM BR, instituída com o objetivo de promover um ambiente adequado ao investimento em BIM e a sua difusão no País.

Conforme o Decreto nº 11.888/2024, a Estratégia BIM BR tem como objetivos difundir o BIM e seus benefícios; apoiar sua adoção pela administração pública federal, estadual, distrital e municipal; criar condições favoráveis aos investimentos públicos e privados; estimular a capacitação profissional, o desenvolvimento tecnológico e a interoperabilidade; aperfeiçoar normas, diretrizes, protocolos e instrumentos de apoio à implementação do BIM; e incentivar seu uso para promover a construção industrializada e a sustentabilidade na construção.

Nova Indústria Brasil (NIB)

A NIB é a política industrial lançada pelo governo federal em janeiro de 2024. Liderada pelo MDIC, estabelece metas para seis missões. A Missão 3 – Infraestrutura, saneamento, moradia e mobilidade sustentáveis para a integração produtiva e bem-estar nas cidades – tem como um de seus objetivos “adensar as cadeias produtivas nacionais de construção e obras de infraestrutura, priorizando a digitalização, sistemas construtivos inteligentes”.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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