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Ricardo Morishita participa de evento sobre fortalecimento do bem-estar financeiro das mulheres no Banco Central

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Brasília, 25/5/2026 – O secretário nacional do Consumidor, Ricardo Morishita Wada, do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), destacou a importância de promover inclusão financeira sem responsabilizar consumidores por situações de vulnerabilidade nas relações de consumo durante a 13ª Semana Nacional de Educação Financeira, realizada na sexta-feira (22), no edifício-sede do Banco Central do Brasil (BCB).

A convite da diretora de Cidadania e Supervisão de Conduta do BCB, Izabela Correa, o titular da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) participou da abertura do painel Finanças, cidadania e bem-estar: os desafios das mulheres no Brasil, que reuniu especialistas para discutir os obstáculos enfrentados pelas mulheres no acesso à cidadania e ao bem-estar financeiro.

De acordo com Izabela Correa, “a educação financeira é um dos propulsores do bem-estar financeiro”.

Durante o debate, Morishita ressaltou que as políticas de educação financeira precisam considerar as desigualdades estruturais que impactam especialmente as mulheres consumidoras.

“Quando tratamos de educação financeira e pesquisamos como raça e gênero são afetados nesse processo, é preciso lidar com sinceridade e entender em que medida as mulheres são impactadas. Isso é muito caro para a defesa do consumidor”, afirmou.

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Segundo o secretário, é essencial evitar a responsabilização dos consumidores em situações de vulnerabilidade. “Dar oportunidade e incluir é bem diferente de culpabilizar. Muitas vezes, o consumidor contrata por necessidade ou em razão de práticas abusivas. É preciso construir caminhos de inclusão sem responsabilizar quem já está em situação de vulnerabilidade”, enfatizou.

Pesquisas destacam impacto das desigualdades nas finanças das mulheres

O evento apresentou estudos e pesquisas do BCB e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) sobre gênero, raça e acesso ao crédito no Brasil, além de resultados de pesquisa qualitativa voltada à educação financeira das mulheres. O debate também reuniu diferentes perspectivas sobre estratégias e iniciativas para fortalecer a proteção e a inclusão financeira das mulheres brasileiras.

Segundo pesquisas apresentadas pela assessora do Departamento de Promoção da Cidadania Financeira do Banco Central, Lívia Gratz, 98% das mulheres brasileiras participam do Sistema Financeiro Nacional em proporção semelhante à dos homens, e 25,3% utilizam mais o limite de crédito e apresentam maior comprometimento de renda.

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Conforme dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), as mulheres demonstram mais preocupação com o pagamento de dívidas do que os homens. Em relação ao uso de crédito e às taxas de juros, o BCB aponta que as mulheres utilizam mais instituições de crédito digitais do que os homens.

Ao final do debate, o secretário destacou a atuação do Banco Central na promoção da educação financeira e reforçou o compromisso da Secretaria Nacional do Consumidor com políticas de proteção às mulheres consumidoras.

“Procuramos manter a proteção dos consumidores como política de Estado e ter um olhar muito especial para as mulheres. Vamos aprender com essas pesquisas para ampliar a inclusão e a proteção das consumidoras no Brasil”, concluiu.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Aplicativo e site do Bolsa Família passam por modernização para ampliar autonomia de beneficiários

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O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) apresentou, no último 18 de maio, atualizações nas ferramentas digitais do Programa Bolsa Família. Desenvolvido em parceria com a Caixa Econômica Federal, o aplicativo e o site do programa foram reformulados com o objetivo de otimizar o acesso a dados e informações, além de diminuir o fluxo de atendimentos presenciais na rede socioassistencial. Os detalhes são abordados pelo podcast Fala MDS desta segunda-feira (25.05), em entrevista com a secretária nacional de Renda de Cidadania, Eliane Aquino, e o gerente de projetos do MDS, Danillo França.

A secretária pontuou que a demanda por melhorias surgiu logo após a reestruturação do programa, em 2023. Segundo ela, a meta é fazer com que o cidadão consiga ter, na palma da mão, as informações corretas e atualizadas. “Temos acessibilidade, as cores estão melhores, as informações estão muito mais claras, há informações de outros programas do Governo Federal. Então, é literalmente para qualificar e melhorar a informação para cada beneficiário do programa Bolsa Família, principalmente das mulheres, que são as responsáveis familiares”, explicou Eliane Aquino.

A modernização do app foi planejada para atender majoritariamente aos usuários do sistema operacional Android, que representa a maior parcela do público do programa. O processo de transição ocorre por meio da atualização do dispositivo na loja virtual Google Play. A secretária alertou que não é preciso excluir a versão anterior já instalada, apenas pedir a atualização dela. Quem não tem o aplicativo instalado já vai fazer o download da versão atualizada. “Nós esperamos que todos os 19 milhões de lares beneficiários do Bolsa Família tenham o aplicativo instalado”, reforçou a secretária. Atualmente já são cerca de 10 milhões de downloads.

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O acesso ao aplicativo permanece restrito ao titular do benefício, em obediência aos protocolos de segurança e centralização familiar. “Quem tem a senha para acessar o aplicativo é o responsável familiar de cada residência que recebe o Bolsa Família”, destacou a secretária.

Os avisos enviados aos beneficiários do Bolsa Família ficaram ainda mais fáceis de serem encontrados e organizados. “A nova versão do aplicativo vai ampliar significativamente essa possibilidade de comunicação, ao ofertar uma caixa de mensagens onde o beneficiário poderá acompanhar de forma organizada todos os avisos recebidos”.

Este mecanismo de mensagens foi desenhado para detalhar os motivos de eventuais suspensões ou inconsistências de dados cadastrais. Assim, antes de procurar um Centro de Referência da Assistência Social (CRAS), o beneficiário já terá algumas informações em mãos e poderá antecipar a resolução de qualquer pendência. “Por exemplo, se o CPF de alguém da residência estiver irregular, o responsável familiar já vai saber disso e antes de ir ao CRAS, vai poder regularizar o CPF e só depois procurar o CRAS”, exemplificou Eliane Aquino.

A secretária chamou atenção para o fato de que a manutenção cadastral permanecerá exclusiva nos postos físicos do CRAS, independente da modernização do site e aplicativo. Além disso pontuou que a reformulação do app e do site aperfeiçoaram a acessibilidade de pessoas com deficiência e usuários com menor costume digital. “Toda essa parte de acessibilidade passou por um treinamento dentro do dos desenvolvedores com pessoas que realmente que têm deficiência”, contou.

Novo site

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O site do Bolsa Família foi reformulado para agregar públicos distintos, desde os beneficiários do programa até profissionais das áreas de educação, saúde e assistência social. O gerente de projetos do MDS, Danillo França, apontou a diretriz adotada na construção do site: “Estar sempre numa linguagem muito simples, intuitiva, para que esse beneficiário, quando ele abrir esse site, ele tenha essa informação e entenda completamente aquilo que está sendo dito ali”.

O monitoramento e o combate às notícias falsas ganharam abas fixas tanto no aplicativo quanto no portal da internet. O objetivo é reduzir fraudes e golpes virtuais. “No site, a área batizada de verdade ou mentira, a gente expõe comunicados oficiais e vídeos explicativos para orientar o público a checar os dados”, disse França. “Lá também estão as principais fake news, aquilo que já saiu, que já circulou ali e que a gente sabe que pode voltar a circular”, completou.

Ainda no site, o usuário vai poder checar vagas de trabalho destinadas ao público do Bolsa Família. “Os usuários conseguem realizar a inscrição diretamente para oportunidades regionais mapeadas pelo Ministério. Essa família beneficiária vai poder clicar e preencher um formulário que vai direto para a empresa”, explicou França.

Onde Ouvir

O Fala MDS tem episódios semanais, publicados às segundas-feiras, e está disponível nas plataformas  Spotify, Amazon, Deezer, Apple Podcasts e SoundCloud. O podcast também é distribuído às rádios de todo o país que queiram veiculá-lo.

Assessoria de Comunicação – MDS

Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome

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