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FEMINICÍDIO

Homem mata esposa em mata de VG e tenta simular sumiço

Após dois dias escondendo o crime, suspeito procurou a delegacia e confessou o feminicídio; vítima levou ao menos 10 facadas

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POLÍCIA

A vítima foi assassinada com três golpes de faca, em uma área de mata na região do bairro Santa Isabel

Um homem identificado como Francisco Carlos, de 67 anos, foi preso na madrugada desta quinta-feira (7), em Várzea Grande, após confessar ter matado a esposa, Elzilene Alves do Nascimento, de 49 anos, e escondido o corpo em uma região de mata próxima ao bairro Santa Isabel. O caso é investigado como feminicídio.

Segundo a Polícia Civil, o suspeito procurou espontaneamente a Delegacia da Mulher e Vulneráveis 24 Horas por volta das 3h da manhã e contou detalhes do crime. A unidade havia sido inaugurada horas antes pelo Governo do Estado e este acabou sendo o primeiro caso registrado no novo prédio.

De acordo com a investigação, o assassinato aconteceu ainda na terça-feira (5). Francisco relatou que chamou a companheira para “dar uma volta” após receber um vídeo em que ela apareceria supostamente o traindo. O material teria sido enviado por uma pessoa desconhecida.

Os dois seguiram até uma área de mata em Várzea Grande. No local, segundo o delegado Rogério Gomes, o marido disse à vítima que ela “morreria”. Elzilene chegou a pedir perdão e foi agredida antes de ser esfaqueada pelo homem com quem estava casada há 30 anos.

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Inicialmente, o investigado afirmou ter dado três facadas, mas a perícia apontou um cenário muito mais violento. Conforme a Polícia Civil, a vítima sofreu ao menos 10 golpes de faca, sendo três no peito, quatro nas costas e outros nos braços e mãos, o que indica tentativa de defesa.

Após o ataque, Francisco arrastou o corpo por cerca de 10 metros e o escondeu próximo a um córrego, em meio ao matagal. A faca usada no crime ainda não foi encontrada.

Mesmo após matar a esposa, o suspeito tentou despistar familiares e a polícia. Na noite de terça-feira, pressionado pelos filhos adotivos do casal, ele registrou um boletim de ocorrência alegando que Elzilene estava desaparecida e não havia voltado para casa.

A versão, no entanto, começou a levantar suspeitas entre parentes da vítima. Dois dias depois, Francisco decidiu procurar a delegacia e confessar o feminicídio, indicando também o local onde havia deixado o corpo.

Equipes da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) foram até a área apontada e localizaram o cadáver no início da manhã desta quinta-feira.

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Ainda conforme relatos de familiares à polícia, o relacionamento era marcado por ciúmes excessivos, comportamento possessivo e episódios anteriores de agressão física, embora não houvesse registros formais de violência doméstica.

“Os parentes contaram que ele era bastante ciumento, controlador e possessivo. Inclusive, a vítima tinha vontade de separar, mas ele não aceitava”, afirmou o delegado Rogério Gomes.

O suspeito foi encaminhado para a DHPP e deve responder por feminicídio e ocultação de cadáver.

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POLÍCIA

Facção movimentou R$ 2,8 milhões com drogas e apostas ilegais

Grupo investigado atuava em Mato Grosso e Goiás e usava dinheiro arrecadado para financiar atividades criminosas

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As investigações tiveram início após a segunda fase da operação, realizada em 24 de abril de 2025

A Polícia Civil, o Ministério Público de Mato Grosso, a Polícia Militar, a Penal e o sistema socioeducativo, por meio do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) de Barra do Garças, deflagraram, na manhã desta quinta-feira (07.05), a terceira fase da Operação “Tudo 2”.

A ação tem como objetivo combater uma facção criminosa que movimentou cerca de R$ 2,8 milhões em atividades ilegais nos estados de Mato Grosso e Goiás.

Ao todo, foram expedidas 40 ordens judiciais, sendo 19 mandados de prisão e 21 de busca e apreensão. As medidas são cumpridas simultaneamente em Barra do Garças, Primavera do Leste, Rondonópolis, Novo São Joaquim e Cuiabá, em Mato Grosso, além de Aragarças, em Goiás.

Segundo as investigações, os valores têm origem no tráfico de drogas, na cobrança de taxas internas da organização e em outras atividades ilícitas, como golpes virtuais, apostas em plataformas online e jogos de azar. O dinheiro arrecadado era utilizado para financiar as ações do grupo criminoso.

As investigações tiveram início após a segunda fase da operação, realizada em 24 de abril de 2025. Na ocasião, foram identificados líderes e demais integrantes responsáveis por gerenciar as atividades ilícitas e ocultar os recursos obtidos ilegalmente.

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De acordo com o Gaeco, o grupo atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas e organização na arrecadação de valores. Durante as investigações, foi identificado que, em alguns casos, as movimentações financeiras eram realizadas por pessoas que recebiam benefícios sociais. Ao todo, os investigados movimentaram cerca de R$ 2,8 milhões em aproximadamente um ano.

A operação conta com o apoio da Polícia Militar de Mato Grosso, através do 5º Comando Regional, da Polícia Judiciária Civil e Polícia Penal e da Polícia Militar de Goiás por meio do 47ª da PM de Aragarças-GO, que atuam de forma integrada no combate ao crime organizado na região.

O Gaeco é uma força-tarefa formada pelo Ministério Público de Mato Grosso, com a participação das polícias Civil, Militar e Penal, além do sistema socioeducativo.

O Ministério Público de Mato Grosso orienta que denúncias relacionadas à atuação de organizações criminosas podem ser feitas de forma anônima pelos canais 127 (Ouvidoria do MPMT) e 197 (Polícia Judiciária Civil).

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