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DISPUTA ELEITORAL

Mauro chama Taques de “mentiroso” e fala em 20 derrotas

Candidato ao Senado reage a pedido de prisão feito pelo adversário e afirma já ter gravado nove direitos de resposta durante a campanha

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POLÍTICA

A manifestação ocorreu após Taques pedir a prisão de Mauro por suposto descumprimento de medida cautelar

O candidato ao Senado Mauro Mendes (União) reagiu ao pedido de prisão apresentado pelo ex-governador Pedro Taques (PSB) e criticou as declarações do adversário durante entrevista nesta quarta-feira (9). Mauro afirmou que Taques acumula 20 decisões desfavoráveis na Justiça Eleitoral e disse ter conhecimento de uma nova decisão contra o ex-governador publicada nesta quarta.

“Vou levar em consideração aquilo que fala o cara mais mentiroso da história do governo de Mato Grosso? Taques foi um cara que passou o mandato inteiro mentindo, está mentindo agora, já tem 20 decisões desfavoráveis a ele, condenações por ter faltado com a verdade, por ter mentido, por ter dito coisas que não podia dizer. 20 condenações até a data de hoje de manhã. Já fiquei sabendo que hoje à tarde saiu mais uma condenação”, afirmou durante o evento Diálogos com Candidatos ao Senado, promovido pela Fiemt, Fecomércio e Famato, no dia 9 de setembro.

A manifestação ocorreu após Taques pedir a prisão de Mauro por suposto descumprimento de medida cautelar relacionada à Operação Heritage. O pedido foi motivado pelo encontro entre Mauro e Fábio Garcia durante um evento. Mauro sustenta que a determinação judicial proíbe conversas sobre o processo, e não a presença dos dois no mesmo ambiente.

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Ao falar sobre a campanha, Mauro afirmou que já precisou gravar nove direitos de resposta em razão de declarações feitas por Taques. “Está difícil para mim fazer campanha, porque o Taques não deixa, toda hora tem que parar a campanha para gravar direito de resposta. Pelo amor de Deus, para de mentir, faz um pouco de campanha e deixa eu fazer a minha campanha”, disse.

A disputa entre os dois candidatos tem sido marcada por sucessivos questionamentos na Justiça Eleitoral. As decisões envolvem declarações feitas por Taques durante a campanha, especialmente relacionadas às investigações da Operação Heritage.

Questionado sobre o fato de Taques ter afirmado que Mauro, pessoalmente, ainda não havia ingressado com ações contra ele, o candidato disse que não pretende antecipar seus próximos movimentos.

“Porque tudo tem um tempo certo e a hora certa. Eu sempre agi com estratégia e não com fígado”, respondeu.

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POLÍTICA

Medeiros chama STF de “casa da mãe Joana” e defende prisão

Candidato ao Senado intensificou críticas à Corte em dois eventos nesta semana e disse que vai a Brasília para “fazer uma faxina” no Supremo

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Medeiros questionou a possibilidade de o ministro Alexandre de Moraes ser investigado a partir de informações obtidas pela Polícia Federal

O candidato ao Senado José Medeiros (PL) elevou o tom das críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) durante os debates da campanha. Em dois eventos realizados nesta semana, Medeiros afirmou que a Corte precisa ser reformulada, criticou a atuação dos ministros e defendeu a retirada e até a prisão de integrantes do tribunal em casos de irregularidades.

Nesta quarta-feira (10), durante debate promovido pela Rádio Centro América FM, Medeiros afirmou que o STF deixou de cumprir o papel previsto na Constituição e classificou a Corte como uma “casa da mãe Joana”. A declaração ocorreu ao comentar o embate entre os ministros André Mendonça, Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Edson Fachin em torno de decisões relacionadas às investigações do Banco Master.

“A grande verdade é que o STF, como casa, como poder que a Constituição diz ser, ele acabou. Hoje nós temos ali um ninho de compadres tentando se salvar e que foram pegos com a boca na botija. E só tem como a gente resgatar com a prisão de alguns e com a retirada deles dali da casa. Virou casa da mãe Joana”, afirmou.

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Medeiros também questionou a decisão de Fachin de suspender medidas tomadas por Mendonça e Dino e afirmou que o presidente do Supremo perdeu uma oportunidade de recuperar a imagem da instituição.

“O Fachin teve a grande oportunidade de deixar um legado, de resgatar o STF. Pelo visto, optou por essa decisão e talvez isso tenha sido um grande combinado para tentar jogar a decisão do Mendonça no chamado poste de pixe”, disse.

A ofensiva contra o Supremo já havia sido apresentada por Medeiros na terça-feira (09), durante o “Diálogo com os Candidatos ao Senado”, promovido por Fiemt, Fecomércio-MT e Famato. No encontro, o candidato defendeu que o Senado tenha uma postura mais firme diante do que considera abusos cometidos pela Corte.

A crise envolvendo Mendonça e Moraes também esteve no centro da manifestação. Medeiros questionou a possibilidade de o ministro Alexandre de Moraes ser investigado a partir de informações obtidas pela Polícia Federal e criticou o que considera uma tentativa de retirar Mendonça da relatoria do caso.

“Não tem equivalência entre os dois ministros, mas eles realmente, tudo o que querem é se livrar do Mendonça naquela relatoria”, afirmou.

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Segundo Medeiros, a sequência de decisões e conflitos entre integrantes do STF demonstraria um problema institucional mais amplo. “Se o telefone não era dele, então, assim, a grande verdade é que o STF, como casa, como poder que a Constituição diz ser, ele acabou”, declarou.

 

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