PALANQUE POLÍTICO
Max Russi coloca rivais no mesmo palanque
Candidatos ao Senado estão em grupos distintos na disputa pelo Governo, mas participaram juntos de evento que reuniu cerca de 5 mil pessoas em Cuiabá
POLÍTICA
O deputado estadual Max Russi, presidente do Podemos e candidato à reeleição, conseguiu colocar no mesmo palanque os candidatos ao Senado Mauro Mendes (União) e Janaina Riva (MDB). Apesar de integrarem grupos políticos diferentes na disputa pelo Governo de Mato Grosso, os dois participaram juntos de um ato de campanha em apoio à candidatura de Max, na noite de quarta-feira (9).
O encontro ocorreu na Musiva, em Cuiabá, e reuniu aproximadamente 5 mil pessoas. A presença simultânea dos dois candidatos ao Senado evidenciou a articulação política de Max Russi e a estratégia do Podemos para ampliar sua representação na Assembleia Legislativa.
Durante o evento, Max pediu votos para Mauro Mendes, que tem um suplente indicado pelo Podemos, e também declarou apoio a Janaina Riva. Ao falar sobre a deputada, destacou a relação construída ao longo dos anos e a parceria mantida entre os dois no cenário político e dentro do Legislativo estadual.
A aproximação entre os três ocorre em um cenário marcado por alianças distintas na corrida pelo Palácio Paiaguás. Ainda assim, as divergências entre os grupos ficaram em segundo plano durante o ato, que teve como foco principal o fortalecimento da candidatura de Max Russi.
O Podemos trabalha com a expectativa de conquistar uma das maiores bancadas, ou até mesmo a maior, da próxima legislatura da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
POLÍTICA
Medeiros chama STF de “casa da mãe Joana” e defende prisão
Candidato ao Senado intensificou críticas à Corte em dois eventos nesta semana e disse que vai a Brasília para “fazer uma faxina” no Supremo
O candidato ao Senado José Medeiros (PL) elevou o tom das críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) durante os debates da campanha. Em dois eventos realizados nesta semana, Medeiros afirmou que a Corte precisa ser reformulada, criticou a atuação dos ministros e defendeu a retirada e até a prisão de integrantes do tribunal em casos de irregularidades.
Nesta quarta-feira (10), durante debate promovido pela Rádio Centro América FM, Medeiros afirmou que o STF deixou de cumprir o papel previsto na Constituição e classificou a Corte como uma “casa da mãe Joana”. A declaração ocorreu ao comentar o embate entre os ministros André Mendonça, Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Edson Fachin em torno de decisões relacionadas às investigações do Banco Master.
“A grande verdade é que o STF, como casa, como poder que a Constituição diz ser, ele acabou. Hoje nós temos ali um ninho de compadres tentando se salvar e que foram pegos com a boca na botija. E só tem como a gente resgatar com a prisão de alguns e com a retirada deles dali da casa. Virou casa da mãe Joana”, afirmou.
Medeiros também questionou a decisão de Fachin de suspender medidas tomadas por Mendonça e Dino e afirmou que o presidente do Supremo perdeu uma oportunidade de recuperar a imagem da instituição.
“O Fachin teve a grande oportunidade de deixar um legado, de resgatar o STF. Pelo visto, optou por essa decisão e talvez isso tenha sido um grande combinado para tentar jogar a decisão do Mendonça no chamado poste de pixe”, disse.
A ofensiva contra o Supremo já havia sido apresentada por Medeiros na terça-feira (09), durante o “Diálogo com os Candidatos ao Senado”, promovido por Fiemt, Fecomércio-MT e Famato. No encontro, o candidato defendeu que o Senado tenha uma postura mais firme diante do que considera abusos cometidos pela Corte.
A crise envolvendo Mendonça e Moraes também esteve no centro da manifestação. Medeiros questionou a possibilidade de o ministro Alexandre de Moraes ser investigado a partir de informações obtidas pela Polícia Federal e criticou o que considera uma tentativa de retirar Mendonça da relatoria do caso.
“Não tem equivalência entre os dois ministros, mas eles realmente, tudo o que querem é se livrar do Mendonça naquela relatoria”, afirmou.
Segundo Medeiros, a sequência de decisões e conflitos entre integrantes do STF demonstraria um problema institucional mais amplo. “Se o telefone não era dele, então, assim, a grande verdade é que o STF, como casa, como poder que a Constituição diz ser, ele acabou”, declarou.
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