Search
Close this search box.

Geral

Abertura oficial do Seminário de Avaliação da Política Nacional Aldir Blanc reforça cultura como direito, democracia e política baseada em evidências

Publicados

Geral

A cultura como instrumento de democracia, desenvolvimento e transformação social deu o tom da cerimônia oficial de abertura do I Seminário de Avaliação dos Resultados da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, realizada na noite desta terça-feira (30), no Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro (RJ). Representantes do Governo do Brasil, dos governos estaduais e municipais e da sociedade civil defenderam a avaliação permanente das políticas públicas e a articulação federativa como pilares para consolidar a iniciativa.

Ao participar da abertura por vídeo, a ministra do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, destacou que fortalecer as políticas culturais significa fortalecer a democracia, a liberdade e a capacidade de transformação da sociedade.

“A cultura traduz uma atividade libertadora. É o espaço garantido em um Estado Democrático de Direito para a transgressão autorizada daquilo que está posto, permitindo propor mudanças para aquilo que ainda pode vir a ser. Daí a enorme importância da cultura e desse vínculo indissociável entre arte, cultura e democracia. A cultura brasileira precisa ser estimulada, respeitada, defendida e fomentada”, afirmou.

Na sequência da cerimônia, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, ressaltou que a reconstrução do Ministério da Cultura, promovida pelo Governo do Brasil desde 2023, permitiu retomar políticas estruturantes e ampliar o diálogo entre União, estados, municípios e sociedade civil. Segundo ela, o seminário representa um novo momento da gestão cultural brasileira ao colocar a avaliação das políticas públicas e a produção de evidências no centro das decisões.

“Trazer dados sempre foi, para mim, uma das tarefas mais importantes para mudarmos o jogo. Precisamos demonstrar, na prática, por meio da ciência, da pesquisa e das evidências, aquilo que está sendo entregue ao povo brasileiro”, afirmou.

Segundo ela, a produção de informações qualificadas permite aperfeiçoar continuamente a Política Nacional Aldir Blanc e ampliar seu alcance em todo o país, contribuindo para que as políticas culturais sejam construídas de forma cada vez mais democrática e conectada à realidade dos territórios.

“A cultura é feita pelo povo. São as expressões culturais do nosso país, em toda a sua diversidade, que preservam a memória, contam a nossa história e também constroem o nosso futuro”, destacou.

Margareth Menezes também defendeu a construção coletiva das políticas culturais e ressaltou que os avanços conquistados nos últimos anos são resultado do diálogo permanente entre os entes federativos e a sociedade.

Leia Também:  Mato Grosso do Sul recebe 522 novas viaturas e amplia estrutura da segurança pública com investimentos superiores a R$ 176 milhões

“Nada disso acontece por acaso. Tudo isso é resultado de muito trabalho, muita dedicação e muito diálogo com a sociedade. Precisamos compreender em que estágio estamos na consolidação da Política Nacional Aldir Blanc, uma política tão importante para todos nós. O Ministério da Cultura está de portas abertas. Nada se constrói sozinho”, disse.

Avaliação fortalece as políticas públicas

O secretário-executivo do Ministério da Cultura, Márcio Tavares, afirmou que o seminário marca uma nova etapa da Política Nacional Aldir Blanc ao incorporar o monitoramento e a avaliação como instrumentos permanentes para o aperfeiçoamento da política.

Segundo ele, a recriação do Ministério da Cultura exigiu não apenas a retomada do financiamento ao setor, mas também a reconstrução dos mecanismos institucionais capazes de acompanhar os resultados das políticas culturais e ampliar a articulação federativa.

“Se queremos que a Política Nacional Aldir Blanc seja cada vez mais democrática, precisamos compreender seus resultados”, afirmou.

Márcio destacou que a produção de dados qualificados amplia a capacidade do Estado de aperfeiçoar continuamente suas políticas culturais.

“Os dados oferecem evidências concretas para responder à desinformação e permitem planejar conjuntamente o futuro da política cultural brasileira”, ressaltou.

Também destacou que os primeiros estudos apresentados durante o seminário revelam avanços importantes na democratização do acesso aos recursos e, ao mesmo tempo, apontam desafios que deverão orientar os próximos ciclos da Política Nacional Aldir Blanc.

“Existe algo que é verdadeiramente democrático: o talento. Cabe às políticas públicas criar oportunidades para que esse talento, presente em todos os territórios, em todas as classes sociais e em todas as regiões do Brasil, possa florescer”, afirmou.

Dados para aperfeiçoar as políticas públicas

Compondo a mesa de abertura, a subsecretária de Gestão Estratégica do Ministério da Cultura, Letícia Schwarz, lembrou que a principal missão assumida pela pasta desde sua recriação pode ser resumida em uma palavra: reconexão.

Conforme explicou, além de reconstruir o diálogo com gestores estaduais, municipais, pesquisadores e sociedade civil, o Ministério reaproximou a formulação das políticas culturais da produção de conhecimento. Para ela, esse movimento se materializa na apresentação dos três estudos inéditos elaborados pelo Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (SNIIC), que analisam diferentes dimensões da execução do primeiro ciclo da Política Nacional Aldir Blanc.

Leia Também:  Ministro das Comunicações participa de evento promovido pela EBC para apresentação das transmissões da nova televisão digital

“Política pública não se faz de forma consistente sem avaliação. Não se faz sem dados, sem pesquisa, sem ouvir críticas e sem retroalimentar continuamente o processo”, afirmou.

Articulação federativa

Para Mary Land de Brito Silva, representante do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura, a cooperação entre os estados foi um dos fatores decisivos para a implementação da Política Nacional Aldir Blanc. 

Segundo ela, a troca permanente de experiências entre os gestores ampliou a capacidade de execução da política e contribuiu para levar os recursos a todas as regiões do país.

“Pela primeira vez, em nossa trajetória, estamos vendo os recursos da cultura chegarem a todos os municípios e a todos os estados brasileiros. Nunca havíamos vivido algo semelhante”, afirmou.

Na mesma direção, o presidente da Rede Nacional de Gestores Municipais de Cultura, Davi Terra, destacou que o processo de avaliação precisa considerar a experiência de quem executa a política pública nos municípios e acompanha de perto seus impactos nos territórios.

“Avaliar a Política Nacional Aldir Blanc sem a escuta ativa dos gestores e da sociedade civil seria olhar para os números sem compreender as vidas que eles transformam”, pontuou.

Segundo Davi, a atuação conjunta entre o Ministério da Cultura, estados e municípios foi determinante para que a Política Nacional Aldir Blanc alcançasse os territórios e se consolidasse como o maior processo de descentralização das políticas culturais já realizado no país.

Programação

Antes da cerimônia oficial de abertura, o seminário promoveu três painéis dedicados à democratização do acesso ao fomento, à articulação federativa e à territorialização dos recursos da Política Nacional Aldir Blanc. Os debates reuniram gestores públicos, pesquisadores e representantes da sociedade civil para discutir os primeiros resultados da execução da política e os desafios para seu aperfeiçoamento.

A programação continua nesta quarta-feira (1º) com painéis sobre Cultura Viva, ações afirmativas e histórias de vida de agentes culturais contemplados pela Política Nacional Aldir Blanc. Também serão apresentados novos resultados das pesquisas produzidas pelo Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (SNIIC), ampliando o debate sobre os próximos passos da política como instrumento permanente de fomento à cultura. 

Fonte: Ministério da Cultura

Propaganda

BRASIL & MUNDO

Governo do Brasil reforça o programa Terra à Mesa com R$ 413,4 milhões para adaptação climática da agricultura familiar

Publicados

em

Durante o lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027, realizado nesta terça-feira (30), no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), o Governo do Brasil anunciou o Terra à Mesa Garantia-Safra Semiárido, iniciativa que destina R$ 413,4 milhões para fortalecer a adaptação climática da agricultura familiar na região. A ação beneficiará 63,6 mil famílias de dez estados do Semiárido que aderiram ao Programa Garantia-Safra.

“São 413 milhões que vão para a agricultura familiar do semiárido para financiar a adaptação. São R$ 8 mil para cada família, a família vai receber esse recurso, vai poder fazer um projeto de sistema, sistema para produção, adaptação climática, irrigação, energia solar, isso pra vocês poderem produzir mais, garantir esse alimento diverso no semiárido”, destaca a ministra do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Fernanda Machiaveli.

Do total de recursos, R$ 319,8 milhões serão investidos por meio de um edital lançado pela Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), com recursos do Fundo Garantia-Safra, para a seleção de organizações da sociedade civil (OSCs). Os projetos selecionados vão atender 49,6 mil famílias – das quais 3,2 mil de povos e comunidades tradicionais – com ações de estruturação produtiva e adaptação climática orientadas pelos princípios da agroecologia. Os demais recursos serão repassados às entidades estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) para a execução da estratégia.

Leia Também:  ObservaDH disponibiliza nova seção sobre liberdade religiosa e fortalece o acesso a dados para políticas públicas

A iniciativa busca fortalecer a convivência sustentável com o semiárido, ampliar a capacidade produtiva das famílias e contribuir para a segurança alimentar e hídrica e para o aumento da renda das agricultoras e dos agricultores beneficiários do Garantia-Safra, diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas. Os recursos vão atender famílias dos dez estados que integram o Programa Garantia-Safra: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

“E eu digo para vocês o seguinte: Usem tudo que está disponibilizado. Porque se vocês utilizarem, será mais fácil a gente fazer aparecer mais dinheiro. Portanto, utilizem. Dito isso, eu queria pedir para vocês, quem fiscaliza esse Plano Safra são vocês. Ele vai funcionar até junho do ano que vem. Então, eu quero dizer para vocês, eu estou feliz. Feliz pelo esforço da equipe”, frisou o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

.
Foto: Elio Rizzo, Ascom MDA

Ampliação do programa Da Terra à Mesa Brasil

O Terra à Mesa Garantia-Safra Semiárido amplia o Da Terra à Mesa Brasil, uma das principais ações de promoção da transição agroecológica do MDA, que já beneficiou 55 organizações e quase 29 mil famílias da agricultura familiar com assistência técnica, capacitação e estruturação produtiva.

Leia Também:  MDHC realiza seminário para debater compromissos internacionais do Brasil no combate à tortura

A ação integra, ainda, a Estratégia de Adaptação Climática da Agricultura Familiar no Semiárido, que reúne mais de R$ 470 milhões. A estratégia também contempla R$ 60 milhões da chamada pública de Ater do Programa Dom Hélder Câmara, voltada a 10 mil famílias.

Considerado um dos maiores investimentos já realizados pelo Governo do Brasil em adaptação climática voltada à agricultura familiar, o programa integra o conjunto de ações do novo Plano Safra da Agricultura Familiar para ampliar a capacidade produtiva das famílias rurais, incentivar sistemas sustentáveis de produção e fortalecer a permanência das populações no campo diante das mudanças do clima.

Texto: Beatriz Mendes, Ascom MDA

Edição: Marcelo Carota, Ascom MDA

Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar

Continue lendo

POLÍCIA

BRASIL E MUNDO

AGRO E ECONOMIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA