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Ministério dos Transportes entrega 12 quilômetros pavimentados da BR-158/MT

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Fundamental para o escoamento da produção agropecuária do nordeste de Mato Grosso, a BR-158/MT avançou em mais uma etapa. O ministro dos Transportes, George Santoro, entregou nesta quinta-feira (21) os primeiros 12 quilômetros pavimentados do Contorno da Terra Indígena Marãiwatsédé, entre Porto Alegre do Norte e a região do Posto Luizinho. Na mesma ocasião, assinou a ordem de serviço para melhorias e revitalização das travessias urbanas de Alto Boa Vista, Vila São Sebastião (Chapadinha) e São Félix do Araguaia, nas BR-158 e BR-242/MT.

“A BR-158/MT é uma obra histórica, ficou parada há muitos anos, mas agora tudo está avançando após resolvermos a questão do licenciamento ambiental. Também solucionamos todos os contratos de concessão que estavam pendentes aqui em Mato Grosso”, afirmou o ministro.

A entrega marca a primeira etapa concluída do contorno da Terra Indígena Marãiwatsédé, obra com 195,4 quilômetros de extensão que vai reduzir um dos principais gargalos logísticos do Vale do Araguaia. O empreendimento vai conectar Porto Alegre do Norte, Alto Boa Vista, Serra Nova Dourada, Bom Jesus do Araguaia e o distrito de Alô Brasil por uma rota asfaltada.

A obra tem investimento de R$ 705,1 milhões nos dois lotes principais. Desse total, R$ 316,2 milhões serão aplicados no trecho de 94 quilômetros entre Porto Alegre do Norte e Alto Boa Vista, onde o Ministério dos Transportes já obteve licença ambiental para avançar em mais 86 quilômetros. Outros R$ 388,9 milhões serão destinados ao segmento de 101,5 quilômetros entre Alto Boa Vista e o distrito de Alô Brasil. O projeto também prevê a construção de nove pontes, em contrato estimado em R$ 43,2 milhões.

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A BR-158/MT é um dos principais corredores rodoviários de Mato Grosso e liga a produção agroindustrial da região aos mercados nacional e internacional. Pela rodovia, circulam diariamente cerca de duas mil carretas. Com a conclusão do contorno, o transporte de cargas ganhará mais fluidez, previsibilidade e segurança, com redução de custos logísticos e ampliação da competitividade do estado.

Travessias urbanas

Além da entrega na BR-158/MT, o ministro dos Transportes assinou a ordem de serviço para melhorias e revitalização das travessias urbanas de Alto Boa Vista, Vila São Sebastião (Chapadinha) e São Félix do Araguaia, nas BR-158 e BR-242/MT. Com investimento de R$ 12 milhões, os serviços abrangem 9,6 quilômetros de trechos não pavimentados.

As intervenções incluem recuperação do pavimento, reforço da sinalização, melhorias na drenagem e adequações voltadas à segurança viária. As obras vão beneficiar diretamente os moradores dessas cidades e o transporte de cargas que circula pela região.

Investimentos em Mato Grosso

Os investimentos do Governo do Brasil em infraestrutura de transportes em Mato Grosso mais do que dobraram nos últimos anos. Em 2022, último ano da gestão anterior, a execução orçamentária no estado foi de R$ 281,1 milhões. Para 2026, o valor disponível já alcança R$ 653,8 milhões.

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Os recursos vêm sendo aplicados em obras estratégicas para ampliar a capacidade logística, melhorar a segurança viária e reduzir os custos de transporte no estado. Entre os principais empreendimentos em andamento estão a duplicação da BR-163/MT, o Rodoanel de Cuiabá e a construção da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), entre Mara Rosa (GO) e Água Boa (MT), além de concessões rodoviárias e projetos ferroviários que fortalecem a infraestrutura e a competitividade de Mato Grosso.

“Fizemos um acordo histórico com o Tribunal de Contas da União (TCU), colocando todo o trecho de Mato Grosso em duplicação e o trecho do Pará até Miritituba, no município de Itaituba (PA), em terceira faixa, melhorando absolutamente todo o desenvolvimento”, destacou George Santoro.

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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Participação do MDHC em debate na Câmara aborda golpes e ludopatia entre pessoas idosas

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O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) participou, nesta quarta-feira (20), de audiência pública conjunta na Câmara dos Deputados que debateu os impactos das bets na população idosa no Brasil.

Na audiência, promovida pelas Comissões de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa (CIDOSO) e de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial (CDHMIR), Paula Érica Batista, coordenadora-geral de Políticas de Direitos da Pessoa Idosa em Situação de Vulnerabilidade e Discriminação Múltipla (CGDPI), da Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa (SNDPI) do MDHC, destacou a relevância do debate sobre a ludopatia (vício em jogos de azar e apostas), especialmente às vésperas do Junho Violeta.

“É um mês importante para o enfrentamento às violências contra as pessoas idosas, e todos esses marcos legais, que trazem referências importantes sobre esses direitos, vão nos nortear no enfrentamento das bets”, afirmou.

A coordenadora ressaltou a necessidade de considerar as interseccionalidades envolvidas nas políticas públicas de enfrentamento à ludopatia entre as pessoas idosas: “As bets têm entrado no universo e na realidade das pessoas idosas, sobretudo daquelas que estão em situação de maior vulnerabilidade, e isso está se configurando como um processo gritante: o processo da violência patrimonial e financeira”.

Ela explicou que, na prática dessas violações, pessoas ou instituições usam ou se apropriam indevidamente do dinheiro e dos bens da pessoa idosa, podendo causar danos, perdas, situações humilhantes ou vergonhosas, comprometimento da sobrevivência digna e violações das mais variadas possíveis.

“As bets trazem uma perspectiva muito violenta e muito silenciosa, porque adentram um universo tecnológico que, muitas vezes, as políticas públicas não conseguem acessar. As políticas públicas precisam estar atentas a isso e ofertar, nesses territórios, os instrumentos necessários para que as pessoas idosas consigam acessar criticamente, localizar e identificar esses golpes, essas apostas e como tudo isso adentra o seu universo, sobretudo o universo psíquico, a partir das instabilidades que essas populações vivenciam no nosso Brasil”, ressaltou Paula.

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Enfrentamento

Durante sua fala, a coordenadora destacou ainda as ações do MDHC, por meio da SNDPI, para o enfrentamento do problema. Dentre as iniciativas, Paula destacou que a pasta tem se debruçado sobre o letramento digital e a prevenção de golpes contra pessoas idosas em territórios de todo o país. Uma das principais frentes de atuação é o programa Viva Mais Cidadania, que engloba o projeto Viva Mais Cidadania Digital. Este projeto visa promover o letramento digital e a educação midiática entre as pessoas idosas, capacitando-as para o uso seguro da tecnologia e a identificação de riscos.

Em resposta ao crescente número de golpes digitais e apostas online (bets) que afetam as pessoas idosas, o MDHC também desenvolveu uma cartilha de orientação intitulada “Cartilha de Apoio à Pessoa Idosa: enfrentamento à violência patrimonial e financeira”. Disponível no site da secretaria, a cartilha oferece informações básicas sobre como se defender e identificar esses riscos, que podem levar a situações de violência patrimonial e financeira.

De acordo com Paula Érica, a violência patrimonial e financeira, definida como o uso ou apropriação indevida do dinheiro ou dos bens da pessoa idosa, tem gerado números alarmantes. Dados da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos (ONDH), de janeiro a maio de 2026, registraram 17.690 denúncias e 17.880 violações relacionadas a esse tipo de violência contra idosos entre 60 e 90 anos.

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Já o projeto Viva Mais Cidadania Digital, que já foi premiado internacionalmente, oferece intervenções educativas focadas no letramento digital das múltiplas velhices. Segundo Paula, a iniciativa deve ser ampliada para pelo menos 10 estados brasileiros: “A disseminação de notícias falsas e a baixa proficiência em letramento digital imediato, com o compartilhamento de informações enganosas, ampliam ainda mais esses riscos à saúde, à convivência social e à democracia. E, como solução, a gente tem intervenções educativas focadas no letramento digital e no uso seguro da tecnologia, assim como na prevenção contra fraudes, golpes, desinformação e no combate ao discurso de ódio”.

Ela destacou que o Tribunal de Contas reconheceu o Viva Mais Cidadania Digital como uma boa prática para as pessoas idosas, proporcionando uma experiência segura para o acesso à formação e ao letramento digital.

A audiência, presidida pelo deputado federal Tadeu Veneri, também contou com a participação de Thaíssa Assunção de Faria, do Grupo de Trabalho Atendimento à Pessoa Idosa e à Pessoa com Deficiência da Defensoria Pública da União (DPU); de Daniela Jinkings, do Ministério da Previdência Social; e de Bruno Ferrari, coordenador-geral da Rede de Atenção Psicossocial do Ministério da Saúde (MS).

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Texto: R.M.

Edição: G.O.

Atendimento exclusivo à imprensa:

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Assessoria de Comunicação Social do MDHC

(61) 2027-3538

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Fonte: Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania

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